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Audiência, responsabilidade e o valor da informação

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

Por

Cícero Moura

IDENTIFICAÇÃO
Nos últimos meses, Rondônia passou a discutir algo que vai muito além da descoberta de supostos sites fantasmas utilizados para receber verba pública.

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DEBATE
Esse caso — que deve ser apurado com rigor pelos órgãos competentes — acabou abrindo uma reflexão mais profunda e necessária.

DEBATE 2
Afinal, quem realmente acessa o quê na internet? E que tipo de conteúdo estamos valorizando como sociedade?

ESCOLHA
Não se trata aqui de atacar veículos de comunicação ou blogs que optam por publicar conteúdos de forte apelo emocional. 

DEMOCRACIA
Existe público para tudo. Tragédias, conflitos, escândalos e dramas humanos sempre despertaram curiosidade. 

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CONSUMIDORES
Não é fenômeno novo, tampouco exclusivo de Rondônia. O chamado “mundo cão” tem audiência no Brasil inteiro porque há quem consuma esse tipo de narrativa.

PORÉM
A questão, porém, é outra. Que tipo de público um anunciante deseja atingir? Que perfil de leitor uma marca quer atrair? 

MÉTODO
A escolha de onde investir publicidade não é apenas uma decisão financeira — é estratégica e reputacional. 

MÉTODO 2
Empresas sérias sabem que a associação de marca comunica valores. Não é apenas sobre alcance, é sobre identidade.

PERFIL
Há empresários em Rondônia que fazem questão de não vincular seus nomes a conteúdos baseados na exploração da desgraça alheia. Não por moralismo, mas por coerência.

PERFIL 2
Porque entendem que o público que busca informação qualificada, equilibrada e construtiva tende a ser também um público mais atento, mais crítico e mais comprometido com o desenvolvimento social.

PERFIL 3
Existe, sim, audiência para conteúdo sem sensacionalismo. Existe público para notícia que informa, contextualiza e contribui. 

ANALÍTICO
Esse público talvez não reaja com cliques impulsivos, mas reage com reflexão. E é justamente esse leitor que tem maior capacidade de avaliar políticas públicas, compreender ações governamentais e cobrar melhorias de forma consciente.

COISAS BOAS
É preciso lembrar que governos, assembleias e prefeituras — com todas as críticas legítimas que possam receber — também produzem ações positivas. 

POUCO NOTADAS
Muitas vezes essas iniciativas passam quase despercebidas porque não competem com o apelo imediato da tragédia.

EXEMPLOS
Exemplos não faltam. Programas de regularização fundiária que entregam títulos definitivos a famílias que esperavam há décadas.

Foto: Reprodução / ALE-RO

EXEMPLOS 2
Ampliação de leitos hospitalares no interior; investimentos em pavimentação que reduzem o isolamento de comunidades rurais.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

EXEMPLOS 3
Programas de capacitação profissional para jovens de baixa renda; mutirões de cirurgias eletivas que diminuem filas históricas. 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

POUCO NOTADAS 2
São ações concretas, que mudam vidas reais — mas raramente viralizam.

ÓRGÃOS PÚBLICOS
Quando a Assembleia Legislativa aprova projetos voltados à inclusão de pessoas com deficiência, quando o Governo do Estado amplia programas de apoio ao pequeno produtor rural ou quando a Prefeitura investe em saneamento básico em bairros periféricos, estamos falando de políticas que impactam a saúde, a renda e a dignidade da população. 

SEM DESTAQUE
Ainda assim, essas pautas dificilmente recebem o mesmo destaque que um escândalo ou uma briga pública.

PREFERÊNCIA
E aqui entra outro ponto essencial: a responsabilidade de quem anuncia. Associar uma marca a conteúdos que exaltam violência, humilhação ou sofrimento é uma escolha. 

PREFERÊNCIA 2
Assim como é escolha valorizar ambientes informativos que priorizam equilíbrio e responsabilidade editorial.

CANTOR
Um exemplo clássico dessa coerência entre imagem e valores pode ser visto na trajetória de Roberto Carlos. 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

RECUSOU
No auge da carreira, recusou propostas milionárias da indústria do cigarro por entender que não poderia associar sua imagem a algo comprovadamente nocivo à saúde. 

PRESTÍGIO
Não faliu por isso. Ao contrário: fortaleceu sua reputação. A indústria do fumo continuou existindo, mas o “Rei” consolidou-se como referência de postura.

OPINIÃO
O debate que Rondônia precisa fazer não é sobre calar ninguém, nem sobre estabelecer hierarquias artificiais de conteúdo. 

OPINIÃO 2
É sobre maturidade de mercado e consciência coletiva. Sobre compreender que audiência não é sinônimo automático de relevância social. E que clique não é igual a credibilidade.

OPINIÃO 3
A sociedade que deseja serviços públicos melhores precisa também valorizar informação melhor. 

OPINIÃO 4
O leitor que consome conteúdo responsável tende a cobrar com mais qualidade, compartilhar com mais critério e votar com mais consciência.

OPINIÃO 5
No fim das contas, não se trata de dinheiro. Trata-se de perfil. De valores. De que tipo de ambiente informativo queremos fortalecer.

OPINIÃO 6
Há público para o espetáculo da desgraça — sempre haverá. Mas também há público para a boa informação. 

OPINIÃO 7
E é esse público que, silenciosamente, sustenta o verdadeiro debate democrático.

FRASE
Entre rolar o feed atrás de caos, fofoca ou buscar conhecimento, a diferença está no que você decide levar pra dentro da cabeça.

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Grupo Marquise - EcoRondônia

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