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JUSTIÇA – Após três anos, suspeitas em shows de Alceu Valença e Cidade Negra na capital estão no TRF 1

Atualmente, o inquérito policial que trata da operação "Murideos" encontra-se sob análise nos autos do processo de nº 0025179-43.2015.4.01.0000/RO.
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Há exatos três anos, a Polícia Federal deflagrava em Porto Velho a operação “Murideos”, que cumpriu mandatos de condução coercitiva contra empresários e autoridades públicas, além da apreensão de documentos em secretárias da capital.

Entre as denuncias apontadas pela Polícia Federal e Ministério Público do estado de Rondônia, estava a suspeita na realização dos shows das bandas Cidade Negra e Calipso, além dos cantores Alceu Valença, Fernandinho e Gaby Amarantos, todos ocorridos durante a gestão do então prefeito Mauro Nazif, sob a tutela da Secretária de Meio Ambiente – SEMA, e Fundação de Cultura do município, a FUNCULTURAL.

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Segundo a denuncia, os contratos firmados para a realização desses eventos podem apresentar graves ilicitudes com finalidade para o desvio de dinheiro público. Sem licitação foi pago o montante de R$ 289 mil para a Cidade Negra e mais R$ 250 para Alceu Valença, dinheiro retirado dos cofres da capital, mesmo contrário à recomendação dos órgãos de fiscalização do estado.

Os fatos apresentados levaram á abertura da CPI dos Shows na Câmara de Vereadores da capital, que coletou informações importantes, como o fato do então secretário de cultura, Marcos Nobre, ter firmado o show de Alceu Valença sem sequer contatar pessoalmente os representantes da empresa que produziu o evento.

Também foi apontado pela PF a suspeita da utilização das estruturas desses eventos para a promoção política de Nazif, fato que foi apontado por vereadores durante a CPI.

Atualmente, o inquérito policial que trata da operação “Murideos” encontra-se sob análise nos autos do processo de nº 0025179-43.2015.4.01.0000/RO, que tramita perante Tribunal Federal da 1º Região sob condução do relator convocado Pablo Zuniga Dourado, Juiz Federal conhecido por julgar denuncias de corrupção como a operação “Terra Prometida”, que desbaratinou um suposto esquema de grilagem de terras produtivas destinadas a reforma agrária no Mato Grosso.

De acordo com o Ministério Público do estado de Rondônia, o papel da entidade foi promovido durante as investigações e agora está nas mãos da Justiça Federal.

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