Filhotes de macacos tem dentes arrancados e são escravizados até a morte; veja vídeo

Levados ao desespero, eles andam e circulam sem parar nos trechos estéreis e cheios de lixo aos quais são acorrentados.”

Mundo - quinta-feira, 09/07/2020 às 14h18min • Atualizado 14h21min
Filhotes de macacos tem dentes arrancados e são escravizados até a morte; veja vídeo
Imagem .GIF que ilustra campanha publicitária do Governo de Rondônia ao combate contra o Coronavírus.

Após investigação de uma ONG ambientalista People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), filhotes de macacos foram encontrados sendo escravizados  por fazendeiros de coco. Os animais recebiam treinamento forçado para colher frutos além de ter os dentes arrancados no Sul da Tailândia.

Truques para entreter turistas também fazia parte das obrigações dos macacos. Os animais eram levados para uma “escola de macacos”, e lá ficavam por cerca de três meses, eles eram arrancados de suas mães enquanto filhotes.

Além do Kulap o macaco que aparece no vídeo outras centenas de macacos de cauda de porco foram treinados para escalar coqueiros, sempre acorrentados, e colher até mil cocos por dia. A prática abastece o mercado de leite de coco tailandês, que é exportado para todo o planeta.

Outras obrigações seriam andar de bicicleta, atirar em cestas de basquete, fazer abdominais, praticar poses de ioga, levantar pesos e todo tipo de prática humilhante ao estilo circense que façam os turistas darem dinheiro para seus donos.

Escravidão até a morte

Tirados da natureza e treinados, os animais são vendidos a agricultores ou domadores de animais por até 100 mil bath tailandeses(cerca de R$ 16,8 mil). Segundo a PETA, quando os animais ficavam agitados, ao atingirem a puberdade (entre os cinco e seis anos de idade), eles tinha os dentes arrancados. A maioria é usada até a morte.

“Negada a oportunidade de circular livremente, socializar com os outros ou fazer qualquer outra coisa que seja significativa para eles, esses animais inteligentes lentamente perdem a cabeça. Levados ao desespero, eles andam e circulam sem parar nos trechos estéreis e cheios de lixo aos quais são acorrentados.”

A PETA destacou, em nota, que outras regiões produtoras de coco – incluindo o Brasil, Colômbia e Havaí – colhem os frutos usando métodos humanos, como elevadores hidráulicos montados em trator, escaladores de árvores, sistemas de corda, plataforma ou escadas, ou plantam coqueiros anões. “Estudos mostraram que esses métodos são superiores ao uso de macacos, que não conseguem distinguir entre frutos maduros e verdes, e os cocos maduros ficam machucados quando os macacos os jogam no chão”, justificou a ONG.

Imagem .GIF que ilustra campanha publicitária do Governo de Rondônia ao combate contra o Coronavírus.

Após a denúncia, o governo da Tailândia disse que vai permitir que varejistas e consumidores rastreiem os cocos de volta à sua fonte para saber se macacos foram usados em suas colheitas. Países que mais consomem os produtos derivados do coco da Tailândia, O reino Unido e a Austrália já foram conscientizados sobre o problema e devem retirar das redes de supermercados os produtos de marcas envolvidas no tráfico de macacos. Até agora, a PETA denunciou as marcas Aroy-D e Chaokoh.

Por Metropoles


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