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Ucrânia diz ter sido alvo de 203 bombardeios após invasão russa

Otan e União Europeia prometem retaliações contra a Rússia, além do envio de ajuda militar, financeira e humanitária à Ucrânia
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O governo ucraniano afirma ter sofrido ao menos 203 ataques russos desde o início da invasão, no início desta quinta-feira (24/2). As informações foram divulgadas pelo Ministério da Defesa da Ucrânia. As autoridades de segurança ucranianas garantem que há combates em quase todo o território e que os confrontos militares são intensos. No início da manhã, soldados russos teriam sido feitos prisioneiros.

Já com o rompimento das relações diplomáticas entre Ucrânia e Rússia, os dois países também entraram em uma guerra de discursos. Horas após o início das operações militares no leste da Ucrânia, determinadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, uma segunda onda de mísseis, de acordo com um assessor próximo o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky, teria atingido a Ucrânia.

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O governo ucraniano fala em oito mortos e diz que está respondendo aos ataques. Afirmou que 50 soldados russos foram mortos nos combates e seis aviões acabaram derrubados. Trata-se da mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Tanques das forças ucranianas se movem após a operação militar da Rússia em 24 de fevereiro de 2022, em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, Ucrânia

Engarrafamento em 23 de fevereiro de 2022 em Kiev, Ucrânia. O país se preparou para declarar estado de emergência e pediu aos reservistas que voltassem à ativa em resposta a uma ameaça iminente de invasão russa. Na segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as regiões separatistas da Ucrânia no leste como repúblicas independentes, enviando forças russas para realizar uma

Tanques militares russos e veículos blindados avançam em Donetsk, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022

PRZEMYSL, POLÔNIA - 24 DE FEVEREIRO: Cidadãos ucranianos carregam malas ao sair de um trem que chega de Odessa via Lviv na estação ferroviária principal de Przemysl em 24 de fevereiro de 2022 em Przemysl, Polônia. Da noite para o dia, a Rússia iniciou um ataque em larga escala à Ucrânia, com explosões relatadas em várias cidades e muito fora das regiões orientais inquietas mantidas por rebeldes apoiados pela Rússia

Vuglegirsk, Ucrânia - 18 de fevereiro: rebeldes pró-russos disparam foguetes de artilharia em direção a Debaltseve em 18 de fevereiro de 2015, perto de Vuglegirsk, Ucrânia. As tropas ucranianas foram forçadas a recuar de Debaltseve após os combates contínuos enquanto os combatentes rebeldes avançam para a cidade, apesar do recente acordo de cessar-fogo

Putin alertou para que nenhum outra nação interfira na investida do país na região separatista na Ucrânia. “Quem tentar interferir, ou ainda mais, criar ameaças para o nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências como nunca antes experimentado na história”, assinalou.

Em pronunciamento nesta quinta-feira (24/2), Zelensky pediu apoio de todos os militares e da população ucraniana e disse estar distribuindo armas para que todos possam se defender. O mandatário ressaltou ainda que o país “não vai entregar sua liberdade”.

O governo ucraniano afirma que a invasão não se resume às regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, reconhecidas pela Rússia na segunda-feira (22/2).

“Levantaremos as sanções a todos os cidadãos da Ucrânia que estejam prontos para defender nosso país como parte da defesa territorial com armas na mão. Cortamos relações diplomáticas com a Rússia. Para todos aqueles que ainda não perderam a consciência na Rússia, é hora de sair e protestar contra a guerra com a Ucrânia”, escreveu nas redes sociais.

Segundo a agência de notícias Reuters, militares ucranianos afirmam ter abatido cinco aviões russos, além de um helicóptero, na região de Luhansk, um dos dois territórios separatistas da Ucrânia. O Ministério da Defesa da Ucrânia confirmou, mediante redes sociais, a ação. Já a Rússia, por meio da agência de notícias RIA, negou a informação.

Na Ucrânia, há registros de ataques vindos da Bielorrússia e Crimeia, região anexada pela Rússia. A imprensa russa informou, ainda, que membros de uma milícia em Donetsk, uma das regiões separatistas da Ucrânia, estão prontos para apoiar a invasão.

Zelensky também comparou a ação da Rússia com a atuação da Alemanha nazista durante a 2ª Guerra Mundial. “A partir de hoje, nossos países estão em lados diferentes da história mundial. Rússia embarcou em um caminho do mal, mas Ucrânia está se defendendo e não desistirá de sua liberdade, não importa o que Moscou pense”, escreveu.

A invasão russa ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24/2), horário de Brasília. Logo em seguida, as sirenes da capital Kiev começaram a tocar. O som foi o primeiro alerta à população de um possível ataque aéreo. O aeroporto da cidade foi esvaziado e teve os voos suspensos.

Otan e União Europeia
Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia condenaram os ataques russos à Ucrânia. As instituições consideraram o bombardeio o maior desde a 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

Nesta quinta-feira (24/2), horas após o início dos bombardeios, chefes da Otan e da União Europeia se reuniram para discutir a crise. As entidades voltaram a defender a “liberdade, a democracia e a paz”. Além disso, prometeram retaliações.

Em pronunciamento, transmitido ao vivo de Bruxelas, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, afirmou que o bombardeio é “tolo” e que essa é uma violação internacional inadmissível por parte do presidente russo, Vladimir Putin.

“É um ataque contra seres humanos. A União Europeia e seus aliados condenam a Rússia. Continuaremos a enviar ajuda humanitária, financeira e militar para a Ucrânia”, frisou.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco prepara um novo pacote de sanções econômicas contra a Rússia. A ideia inicial é dificultar o acesso do país a capitais financeiros estrangeiros e restringir a indústria de tecnologia.

“Putin ordenou ações artroses contra um país soberano, um povo inocente. O que está em jogo é a ordem. Putin traz a guerra de volta à Europa. O povo russo não quer essa guerra”.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

Porém, Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, afirmou enfaticamente que essa decisão deve ser da Ucrânia e que Putin não tem o direito de interferir. “Todas as nações têm o direito de escolherem o seu próprio caminho. É a Ucrânia que decide se quer ingressar na Otan e os nossos 30 aliados se aprovam”, iniciou.

Stoltenberg emendou. “Isso não é uma justificativa para a Rússia ocupar o país. A Rússia não pode interferir, usar a força, para mudar isso”, finalizou.

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