Críticas à privatização da BR-364 ganham força com buracos, acidentes e pedágios altos

Cobrança de pedágio na BR-364 começa antes das melhorias prometidas, custos elevados revoltam motoristas, caminhoneiros e o setor produtivo

Por

SGC

Cobrança de pedágio na BR-364 começa antes das melhorias prometidas, enquanto buracos, acidentes e custos elevados revoltam motoristas, caminhoneiros e o setor produtivo de Rondônia.

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Nova 364

Usuários da BR-364 vivem uma realidade que contrasta com as promessas feitas no momento da sua privatização: embora a rodovia venha a ser cobrada com tarifas de pedágio eletrônicas em vários trechos, muitos trechos da estrada ainda apresentam buracos, irregularidades no pavimento e risco de acidentes, como mostram as imagens encaminhadas pela comunidade.

As fotos capturam claramente trechos degradados, marcas de lama e pontos danificados no asfalto que, segundo relatos de motoristas e caminhoneiros, continuam sendo uma rotina de quem trafega pela principal via de ligação entre o Norte, Centro-Oeste e regiões mais distantes do país.

 Cobrança antecipada e custo elevado:

 Desde o início de janeiro de 2026, a cobrança de pedágio no modelo eletrônico “free-flow” começou a valer no trecho concedido da BR-364 entre Vilhena e Porto Velho, apesar de muitas melhorias estruturais ainda estarem incompletas. Usuários relatam que, em alguns pontos, os buracos persistem exatamente onde deveriam estar os serviços básicos de manutenção, sob pórticos de pedágio e em trechos críticos da via, enquanto as tarifas já estão sendo aplicadas.

Custos da agricultura no Cone Sul devem aumentar.

Um caminhoneiro que percorre a BR 364, deve gastar um valor calculado mais de R$ 2.600,00 em pedágio para ida e volta de Porto Velho a Vilhena, valor que será provavelmente repassado ao custo do frete e ao preço final dos produtos transportados.

 Reclamações públicas e pressão política:

 Parlamentares e representantes da sociedade civil têm cobrado explicações sobre o modelo de concessão e os altos valores cobrados, muitos inclusive antes da entrega integral das obras previstas no contrato.

Além disso, debates públicos em Rondônia destacaram a insatisfação da população, do setor produtivo e de líderes indígenas com a falta de consulta e com a cobrança de pedágios antes da conclusão das melhorias previstas, situação que vem sendo veiculada amplamente nas redes sociais e grupos de usuários.

Imagens que denunciam a realidade da via:

 As fotografias que acompanham esta matéria refletem o descontentamento dos usuários: trechos esburacados à beira do asfalto, lama acumulada em áreas de acostamento e sinais evidentes de manutenção insuficiente, mesmo após o início da concessão.

Os relatos de motoristas, muitos postados em grupos e redes sociais, ecoam a frustração de quem paga por um serviço que, na prática, ainda não se traduz em segurança e fluidez no trânsito.

 A privatização da BR-364, vendida como solução para melhorar a infraestrutura rodoviária, hoje é alvo de críticas nas redes sociais, audiências públicas e até mesmo no Congresso, com blindagem entre o alto valor do pedágio e a realidade de uma rodovia ainda marcada por buracos e perigos constantes. A tradução dessa insatisfação nas estradas é palpável: para muitos usuários, os custos estão subindo enquanto a qualidade da via permanece inaceitável.

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Grupo Marquise - EcoRondônia

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