
REALIDADE
Rondônia vive hoje sob dois escândalos simultâneos — ambos graves, ambos revoltantes.

REALIDADE 2
O primeiro é o assalto legalizado imposto ao cidadão na BR-364, travestido de pedágio.
REALIDADE 3
O segundo, ainda mais ofensivo, é o desprezo explícito da bancada federal pelo povo que deveria representar.
ASSALTO
O valor cobrado em pedágio entre Porto Velho e Vilhena beira o absurdo. Escrevo isso com propriedade, pois viajo de carro para o Sul e sei o valor cobrado desde Cuiabá até Porto Alegre.
ASSALTO 2
É praticamente o mesmo que se paga para ir e voltar entre essas duas capitais citadas. E olha que estou falando sobre atravessar cinco estados, centenas de cidades, quilômetros de infraestrutura.
ASSALTO 3
Em Rondônia, paga-se caro para percorrer uma única rodovia, vital, sem alternativa, sem concorrência, sem escolha. Isso não é política pública: é extorsão institucionalizada.
ENCURRALADOS
A aberração se torna ainda maior quando se observa um detalhe cruel: não existe rota alternativa sem pedágio. Nenhuma.
OPÇÃO
Diferente do que ocorre, por exemplo, em estados como Mato Grosso do Sul, onde quem sai de Campo Grande para Curitiba pode optar por uma estrada sem cobrança. Em Rondônia, o cidadão é encurralado. Ou paga, ou não anda. Simples assim.
POUCO EFEITO
Diante desse cenário, a Assembleia Legislativa resolveu assumir a dianteira do debate. A iniciativa é válida na intenção, mas nasce morta.
NA ORIGEM
Não por culpa do Parlamento estadual, mas porque essa batalha deveria ter sido travada lá atrás — em 2019, quando o projeto foi apresentado.
BANCADA FEDERAL
E quem tinha obrigação legal, política e moral de defender Rondônia naquele momento? Deputados federais e senadores.
QUIETINHOS
Eles se calaram. Assistiram passivamente ao avanço do projeto, ignoraram alertas, fingiram não ver o impacto brutal sobre caminhoneiros, produtores, comerciantes e famílias inteiras.
HIPOCRISIA
Agora, tardiamente, surgem nas redes sociais com discursos indignados, como se não fossem corresponsáveis pelo desastre que ajudaram a construir com a própria omissão.
HIPOCRISIA 2
A hipocrisia é escancarada. Falam em “buscar soluções”, em “rever contratos”, em “defender o povo”, quando tiveram a chance real de agir e preferiram o silêncio confortável de quem não quer comprar briga.
CHANCE
Algo, de fato, precisa ser feito. Mas não apenas agora, nem apenas com notas públicas e vídeos ensaiados.
CHANCE 2
A primeira providência cabe ao eleitor: mandar para casa os falsos moralistas, os especialistas em discurso vazio, os eternos mamadores do serviço público que só aparecem quando o estrago já está feito.
GENTE SÉRIA
Rondônia não precisa de likes, precisa de representantes. E representantes de verdade não se escondem quando o povo é saqueado à luz do dia.
OAB
Durante a abertura oficial do Ano do Judiciário Eleitoral no TRE-RO, o presidente da OAB Rondônia, Márcio Nogueira, destacou que a democracia vai além do simples ato de votar, sendo resultado da atuação contínua de instituições que inspirem confiança na sociedade.

OAB 2
Em um ano de eleições gerais, Márcio ressaltou que a Justiça Eleitoral tem papel fundamental não apenas na organização do pleito, mas também na garantia da transparência, da previsibilidade e da segurança jurídica do processo democrático.
OAB 3
Segundo ele, a fragilidade democrática surge não só com o descumprimento das regras, mas também quando falta diálogo entre as instituições e a sociedade.
ADVOGADOS
Márcio Nogueira também destacou o papel da advocacia como elemento essencial no fortalecimento da democracia, ao assegurar o contraditório, o devido processo legal e a legitimidade das decisões eleitorais, reafirmando o compromisso da OAB Rondônia com uma atuação institucional responsável e voltada ao interesse público.
FRASE
Hipocrisia política é transformar promessas não cumpridas em discursos de moralidade online.




















