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Prognóstico do Censipam aponta risco de cheia no Rio Madeira e possível El Niño em 2026

A integração entre as instituições participantes foi apontada como elemento central para o planejamento de medidas preventivas e para a gestão de riscos associados a desastres naturais. 

A possibilidade de o Rio Madeira ultrapassar a cota de inundação de 17 metros e a indicação de anomalia térmica positiva no oceano, associada a um provável fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, foram alguns dos cenários apresentados pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia durante encontro institucional em Rondônia. Segundo o órgão, o quadro atual é classificado como de cheia não alarmante, mas com potencial de transbordamento e impactos antecipados na região do baixo Madeira, que costuma registrar alagamentos antes mesmo de atingir o nível crítico.

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As informações foram expostas no dia 30 de janeiro, em Porto Velho, durante a quarta reunião de alinhamento sobre eventos climáticos extremos realizada na sede do Ministério Público de Rondônia. Na ocasião, representantes de diferentes órgãos estaduais e federais compartilharam as ações em andamento para reduzir danos e organizar respostas diante de possíveis ocorrências hidrológicas adversas.

Antes da apresentação dos demais participantes, o Censipam abriu os trabalhos com o prognóstico climatológico e hidrológico para a bacia do Rio Madeira nos próximos meses, material que subsidia decisões de gestores públicos e privados. Durante a exposição técnica, o cenário hidrológico foi detalhado e colocado sob acompanhamento permanente, com destaque para áreas urbanas que historicamente sofrem impactos precoces de inundações.

O gerente regional Caê Moura afirmou que o órgão tem sido frequentemente chamado a iniciar as discussões por fornecer análises que orientam estratégias institucionais e explicou que foi apresentado “um cenário de cheia não alarmante, porém com a possibilidade de transbordamento, além de possível seca para o segundo semestre”. A integração entre as instituições participantes foi apontada como elemento central para o planejamento de medidas preventivas e para a gestão de riscos associados a desastres naturais. 

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