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Quando a fragilidade vira abandono: o fio invisível que liga o Hospital João Paulo ao caso de Jaru

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

Por

CICERO MOURA

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

TRISTE
Há histórias que nos ferem duas vezes. A primeira pelo fato em si. A segunda porque, ao olharmos com mais atenção, percebemos que elas não são exceções — são parte de um padrão inquietante. 

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JARU
O que aconteceu agora com o jaruense Sidnei Rodrigues dos Santos, de apenas 44 anos, no Hospital Municipal de Ji-Paraná, conecta-se de forma dolorosa ao que já vimos no caso do Hospital João Paulo.

CADA UM POR SI
Pacientes entregues à própria sorte no momento em que mais precisam de cuidado.

PROCEDIMENTO SIMPLES
Sidnei foi transferido de Jaru para Ji-Paraná para uma cirurgia relativamente comum: apendicite. 

TUDO NORMAL
O procedimento, segundo os relatos, transcorreu bem. O drama começou justamente depois, no silêncio da recuperação — quando o maior instrumento de cura deveria ser a vigilância, a presença, o zelo. 

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SEM APOIO
Sozinho, fragilizado, ainda sob efeito de anestesia e dor, Sidnei precisou ir ao banheiro desacompanhado. Escorregou. Caiu. Bateu a cabeça. 

FATAL
Desenvolveu traumatismo craniano. Recebeu atendimento, mas já era tarde. A vida que havia sido salva na mesa de cirurgia se perdeu no descuido do pós-operatório.

QUESTIONAMENTO
No Hospital Municipal de Ji-Paraná, como antes no João Paulo, o que salta aos olhos não é apenas a tragédia, mas a pergunta que ecoa como um grito sufocado:
onde estava o cuidado humano básico?

RESPONSABILIDADE
Porque hospitais não são apenas prédios com aparelhos. São, antes de tudo, espaços onde a dignidade deveria ser inegociável. 

RESPONSABILIDADE 2
Um paciente recém-operado não deveria jamais ser tratado como alguém que “dá conta sozinho”. 

FRAGILIZADO
Ele não está em condições de decidir, de calcular riscos, de reagir a um imprevisto. 

FRAGILIZADO 2
Ele está frágil, impotente, entregue — literalmente — às mãos de quem deveria protegê-lo.

FRAGILIZADO 3
O caso do Hospital João Paulo, que chamou atenção em  Porto Velho, também foi revelado abandono, um paciente largado a própria sorte.

FALTA DE ATENÇÃO
Agora, em Jaru/Ji-Paraná, a história se repete sob outra forma, mas com a mesma raiz: a ausência de vigilância, a falha no protocolo, o descaso travestido de rotina.

CADÊ A HUMANIDADE ?
Não se trata apenas de falta de estrutura. Trata-se de algo ainda mais grave: a erosão do senso humano dentro das unidades de saúde. 

SÓ MAIS UM DADO
Quando o cuidado vira burocracia, quando a vigilância vira improviso, quando o paciente vira número de leito, o hospital deixa de ser espaço de cura e passa a ser território de risco.

“BOA GENTE”
Sidnei era conhecido, querido, tinha família, amigos, história. Não era apenas “um caso”. 

SOMENTE DESCANSAR
Sua recuperação caminhava bem. Ele não morreu da doença que o levou ao hospital — morreu da ausência de acompanhamento que deveria ser regra, não exceção.

OPINIÃO
Comparar os dois episódios não é forçar uma narrativa. É reconhecer um padrão que insiste em se repetir.

OPINIÃO 2
pacientes vulneráveis, equipes sobrecarregadas, protocolos frouxos e uma sociedade que só se indigna quando o pior acontece.

OPINIÃO 3
Quantos Sidneis ainda precisarão cair, literal ou simbolicamente, dentro de hospitais para que a lógica mude? 

OPINIÃO 4
Quantas famílias ainda precisarão enterrar alguém que entrou para ser tratado e saiu em um caixão?

OPINIÃO 5
O que une o Hospital João Paulo ao caso de Jaru não é apenas a falha técnica. É algo mais profundo e mais perigoso.

OPINIÃO 6
a normalização do abandono dentro do espaço onde o abandono jamais poderia existir.

OPINIÃO 7
E isso, mais do que uma tragédia isolada, é um alerta que a sociedade não pode mais fingir que não escuta.

CIDADE INTEIRA
A Energisa já levou energia elétrica, por meio do Programa Luz para Todos (LPT), iniciativa do governo federal, a mais de 26 mil famílias em todo o estado, em localidades que antes não contavam com qualquer tipo de atendimento elétrico. 

FAMÍLIAS
Só em 2025, mais de 5 mil famílias foram contempladas pelo programa, resultado de investimentos que ultrapassam R$ 675 milhões na expansão da infraestrutura energética dedicada ao Luz para Todos em Rondônia.

Foto: Reprodução / Energisa

AVANÇO
A marca de mais de 26 mil famílias atendidas pelo Luz para Todos no estado consolida um avanço inédito na inclusão elétrica dessas populações. 

UNIVERSAL
O volume de ligações realizadas no âmbito do LPT configura a universalização do acesso à energia elétrica nas áreas atendidas pelo programa, conectando comunidades que, historicamente, estavam fora do mapa da eletrificação.

REDE CONVENCIONAL
Do total de beneficiados, mais de 23 mil famílias foram atendidas pelo LPT Rural, que utiliza rede convencional de distribuição, com postes, cabos e transformadores, em regiões onde há viabilidade técnica para implantação da infraestrutura elétrica. 

REMOTO
Já o LPT Remoto, destinado a áreas em que a construção de rede convencional é inviável, levou energia a cerca de 3 mil famílias com sistemas de geração solar associados a baterias, garantindo fornecimento contínuo em localidades isoladas, ribeirinhas e de difícil acesso.

ORGULHO
O  diretor-presidente da Energisa Rondônia, André Theobald, diz que os resultados alcançados são motivo de orgulho e reforçam o impacto social do programa.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

ATIVIDADES
André destaca que para muita gente a chegada da luz significa estudo à noite, conservação de alimentos, acesso à informação e mais oportunidades. 

FRASE
Não existe bom serviço público onde o cidadão é tratado como número.

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Grupo Marquise - EcoRondônia

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