
DINHEIRO
Porto Velho vive, mais uma vez, um daqueles episódios que expõem como a força econômica de algumas empresas pode, eventualmente, tentar se sobrepor ao interesse coletivo.
BURBURINHO
Fala-se, nos bastidores e em decisões judiciais recentes, sobre a suposta intenção da antiga operadora da coleta de lixo — a Marquise — de criar entraves à plena instalação da empresa que assumiu o serviço na capital.
ANÁLISE
Não se faz aqui qualquer acusação definitiva; tratam-se de observações construídas a partir do cenário em andamento e de informações públicas que circulam nos autos, sempre no campo do “condicional”.
DECISÃO
Segundo consta, a Justiça já confirmou a transição contratual e reconheceu a continuidade regular do processo.
JOGO SUJO
Ainda assim, relatos dão conta de que parte dos trabalhadores que antes atuavam na antiga contratada “estaria sendo retida”, impossibilitada de retornar às funções junto à nova operadora.
ENTENDIMENTO
Se isso de fato procede, trata-se de um movimento que nada tem a ver com a proteção de empregos ou com a boa prestação do serviço.
ENTENDIMENTO 2
E muito menos com a responsabilidade social que se espera de qualquer concessionária.
ENTENDIMENTO 3
Pelo contrário: seria uma estratégia que privilegia objetivos privados e fragiliza a recomposição das equipes responsáveis pela coleta diária, afetando diretamente a limpeza da cidade.

PESSOAL
E quando uma empresa, sobretudo uma que não tem raízes locais, aparenta colocar seus interesses acima do funcionamento essencial de um serviço público básico, o impacto recai sobre toda a sociedade.
EFEITO
Caminhões parados significam lixo acumulado; lixo acumulado significa riscos sanitários.
EFEITO 2
Riscos sanitários recaem justamente sobre aqueles que menos têm condições de se defender.
EFEITO 3
É a cidade inteira que perde — dos bairros centrais aos mais periféricos.
POUCA IMPORTÂNCIA
Esse tipo de comportamento, se comprovado, revela um descompromisso profundo com Porto Velho.
OPINIÃO
Empresas que prestam serviços públicos precisam entender que operam dentro de uma lógica coletiva, e não como peças soltas em um tabuleiro privado.
OPINIÃO 2
O cidadão não pode — e não deve — ser refém de disputas empresariais, vaidades corporativas ou manobras que busquem preservar mercado às custas do bem-estar da população.
OPINIÃO 3
A coleta de lixo é um serviço essencial. É saúde, é dignidade, é urbanidade. Qualquer tentativa de interferir no seu funcionamento regular, mesmo que velada, é um desserviço à cidade.
OPINIÃO 4
E se essas práticas realmente estiverem ocorrendo, precisam ser tratadas com o peso que merecem: como atitudes que, embora legalmente discutíveis, são moralmente inaceitáveis.
OPINIÃO 5
No fim das contas, Porto Velho precisa de empresas comprometidas com Porto Velho — com os trabalhadores, com a eficiência, com a rotina do município, com a vida das pessoas.
OPINIÃO 6
E precisa, sobretudo, que o interesse coletivo prevaleça sobre qualquer ambição privada.
OPINIÃO 7
Porque serviço público não é campo de batalha para disputas empresariais. É compromisso com a cidade. É compromisso com todos nós.
PAROU
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu paralisar o estudo e projeto hidroviário que tratam sobre a concessão da hidrovia do Rio Madeira, em Porto Velho.
COLETIVO
O trabalho deve ser retomado somente no próximo ano e deverá ocorrer com ampla participação da sociedade.
FEDERAIS
Na semana passada teve reunião com os representantes da Antaq, convocada pelos deputados Thiago Flores (Republicanos) e Silvia Cristina (PP), para discutir a privatização do Rio Madeira. Representantes da bancada da região Norte, criticaram a iniciativa.

DIVERGÊNCIAS
Representantes da indústria defenderam a privatização. Já os proprietários de portos e hidrovias, manifestarem preocupação. O encontro encerrou com manifesto assinado por nove entidades do setor produtivo rondoniense.
ESCLARECIMENTO
Na carta, as entidades representativas deixam claro que não são contra a concessão, mas deixam clara suas preocupações com tarifas, custos de operação, segurança da navegação, profundidade dos canais, volatilidade sazonal e a crescente necessidade de escoltas armadas.
DEBATE
O presidente da Fecomércio-RO e vice-presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, disse que o encontro foi oportuno para evitar surpresas irremediáveis, ao mesmo tempo que reconheceu a importância da desestatização.
CONCESSÃO
De acordo com a Antaq, a Hidrovia do Rio Madeira compreende o trecho entre Porto Velho e sua foz, abrangendo os estados de Rondônia e Amazonas, com extensão de 1.075 km. Com a concessão será possível gerar emprego e renda de maneira sustentável para a região.
VALOR
O investimento direto estimado para os 12 anos de concessão é de R$ 109 milhões, a previsão de Opex é de R$ 477,73 milhões. Além disso, será feito um aporte de R$ 561,35 milhões da venda da Eletrobras ao projeto.
NÚMEROS
Em 2023, as hidrovias foram responsáveis por transportar mais de 157 milhões de toneladas de carga, quase 10% de todo o transporte aquaviário ocorrido no período.
RELATOR
O ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, é o relator da denúncia de nepotismo contra o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL).
MPC
A denúncia foi movida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União e teve como base matéria divulgada pelo site Metrópoles, de Brasília.
GANHOS
Segundo a matéria do site, o parlamentar rondoniense “transformou o próprio gabinete na Câmara em um cabide de empregos para a companheira, uma cunhada e dois concunhados. A Casa teria desembolsado mais de R$ 2,1 milhões em salários para a família.

MEDIDA
O subprocurador-geral do MPU, Lucas Rocha Furtado, destaca que a eventual exoneração dos contratados por nepotismo não extingue o processo de apuração das irregularidades.
CHRISÓSTOMO
Logo após a divulgação do caso, o deputado João Chrisóstomo exonerou os envolvidos. O MPC informou que a exoneração dos familiares contratados, embora necessária para cessar a prática irregular, não exime o parlamentar e os envolvidos de responderem pelos atos praticados.
AÇÃO
O subprocurador-geral do MPC disse que é imprescindível que seja instaurado o processo de tomada de contas especial (TCE), inclusive contra o parlamentar, para apurar a responsabilidade pela utilização indevida de recursos públicos.
FRASE
Quando o dinheiro fala mais alto que a justiça, a sociedade paga a conta em silêncio.






















