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Recorde de feminicídios em 2025 expõe fragilidade das leias na proteção das vítimas

Ainda assim, o feminicídio continua sendo um crime recorrente e, em vez de diminuir, segue em crescimento.

O Brasil registrou no ano passado um número alarmante de mortes de mulheres: foram 1.470 assassinatos, o maior índice já contabilizado. O dado contrasta diretamente com anos de campanhas de conscientização, com a aplicação da Lei Maria da Penha e com o discurso permanente de combate à violência. Ainda assim, o feminicídio continua sendo um crime recorrente e, em vez de diminuir, segue em crescimento.

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Mesmo com o aumento no número de casos julgados e com condenações mais frequentes, a violência extrema contra mulheres não recua. Há vários fatores apontados para esse cenário, mas um dos mais citados é a sensação de que a legislação, embora pareça mais dura, ainda permite que condenados não cumpram integralmente as penas aplicadas. Na prática, muitos acabam beneficiados por mecanismos que reduzem o tempo efetivo de prisão.

A legislação atual prevê punições severas, mas críticos apontam que, diante da quantidade de benefícios e possibilidades legais, o impacto real dessas condenações acaba sendo menor do que o esperado. Para muitos, penas mais rígidas, com cumprimento mínimo prolongado e sem benefícios, poderiam representar um fator de maior intimidação para quem comete esse tipo de crime.

Os números mais recentes reforçam a gravidade da situação. O ano de 2026 começou pior do que o já preocupante 2025. Apenas no Rio Grande do Sul, até o dia 10 de fevereiro, foram registrados onze casos de feminicídio — o equivalente a uma morte a cada três dias e meio. Em Rondônia, pelo menos três casos já foram contabilizados no mesmo período.

O cenário revela que, apesar do debate constante e das políticas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, o problema permanece longe de ser controlado. A sequência de casos reforça a percepção de que medidas mais eficazes e punições mais duras continuam sendo cobradas por quem acompanha o tema, diante de uma realidade em que a violência segue tirando vidas em ritmo preocupante.

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