As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem a Polícia Federal e forças de segurança estaduais, concluíram nesta segunda-feira (13) um intenso ciclo de operações em todo o território nacional. O balanço do período entre 6 e 13 de abril aponta para um duro golpe contra as estruturas administrativas e financeiras de facções criminosas, resultando na prisão de 143 pessoas e na apreensão de aproximadamente 1,45 tonelada de drogas, incluindo maconha, cocaína, crack e skunk.
Em Rondônia, a atuação das forças integradas foi marcada por flagrantes estratégicos. No dia 6 de abril, uma mulher foi presa no terminal rodoviário de Porto Velho transportando um “combo” de entorpecentes que incluía maconha, cocaína, crack e 146 comprimidos de ecstasy. Já no dia 10, outra ação da FICCO/RO interceptou o transporte de 5 kg de pasta base de cocaína em uma motocicleta. As atividades no estado também focaram na captura de foragidos, retirando de circulação indivíduos com mandados de prisão preventiva em aberto.
Pelo país, as operações ganharam escala com o cumprimento de mais de 100 mandados judiciais. No Acre, a Operação Pax II cumpriu 45 mandados de prisão para desarticular a estrutura de uma organização local. Já em São Paulo e no Paraná, as apreensões de maconha e skunk somaram quase uma tonelada. Outro destaque foi a Operação Sentinela Pascal, no Tocantins, que desarticulou um esquema de tráfico internacional, culminando na apreensão de 467 kg de cocaína que eram transportados escondidos em cargas de gêneros alimentícios nesta segunda-feira.
Além do combate direto ao tráfico, as forças integradas focaram no controle de armamentos e na captura de criminosos violentos. No Amapá, a Operação Double Tap investigou um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) suspeito de facilitar o desvio de armas para facções. Na Bahia, a nova fase da Operação Artemis resultou na captura de 75 foragidos da justiça. O balanço reforça a diretriz do Ministério da Justiça de utilizar o compartilhamento de informações entre polícias para asfixiar o poder bélico e financeiro do crime organizado no Brasil.






















