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Internet sob ataque: silêncio oficial levanta suspeitas e aumenta a sensação de insegurança em Porto Velho

Quem não aceita, sofre represálias. Empresas legalizadas que tentam atuar nessas regiões acabam sendo ameaçadas, atacadas e, em casos extremos, seus funcionários se tornam vítimas da violência.

Algo grave e preocupante parece estar acontecendo em Porto Velho, embora as autoridades ainda tratem o assunto com cautela e poucas informações públicas. Nas últimas semanas, uma série de ataques incendiários contra empresas provedoras de internet, principalmente nas regiões mais afastadas e vulneráveis da cidade, tem chamado a atenção e gerado medo entre empresários, trabalhadores e moradores.

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Em outras partes do país, como nas favelas do Rio de Janeiro e em áreas dominadas pelo crime organizado, já se conhece esse tipo de prática: grupos criminosos assumem o controle do serviço de internet, instalam redes clandestinas e passam a cobrar mensalidades impostas por eles. Quem não aceita, sofre represálias. Empresas legalizadas que tentam atuar nessas regiões acabam sendo ameaçadas, atacadas e, em casos extremos, seus funcionários se tornam vítimas da violência.

Em Porto Velho, a situação ainda não foi oficialmente classificada dessa forma. No entanto, diante dos ataques direcionados a provedores muitos deles pequenos empreendedores que atendem bairros periféricos cresce a suspeita de que haja, por trás dessas ações, uma tentativa de domínio de mercado por parte do crime organizado.

Até agora, nenhuma autoridade afirmou com todas as letras quem está por trás dos ataques ou qual seria a real motivação. O que se sabe é que a Polícia Militar criou uma força-tarefa específica para enfrentar esse tipo de crime, com o nome de “FireWall”. A operação já realizou prisões, mas as informações divulgadas são limitadas. Não se sabe, oficialmente, quem são os detidos, se há ligação com facções ou quem estaria coordenando as ações.

A ausência de detalhes tem gerado questionamentos. Afinal, qual seria o interesse por trás de ataques sistemáticos contra empresas que atuam dentro da legalidade? A hipótese de disputa por território e controle de serviços essenciais, como ocorre em outras regiões do país, é comentada nos bastidores, mas ainda sem confirmação pública.

Enquanto isso, empresários seguem trabalhando sob tensão e a população das áreas mais distantes corre o risco de ficar refém de um cenário que mistura medo, silêncio e incerteza. A expectativa é que as investigações avancem e que, em breve, a sociedade receba respostas mais claras sobre quem está por trás dos ataques e quais são os verdadeiros objetivos dessas ações criminosas.

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Grupo Marquise - EcoRondônia

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