O caso que abalou Rondônia e ganhou repercussão nacional entra agora em uma nova fase judicial. O Ministério Público apresentou denúncia formal à Justiça no processo que apura o assassinato da professora e policial civil Juliana Lima Santiago. A peça foi encaminhada pelos promotores Marcus Alexandre Rodrigues e Júlio César Tarrafa ao Judiciário estadual.
De acordo com as informações do processo, o crime é tratado como ato premeditado, cometido com extrema violência contra uma vítima indefesa. A acusação sustenta que o ataque ocorreu por motivo fútil, após o acusado não aceitar ter sido rejeitado. O suspeito, João Cândido Júnior, foi preso no mesmo dia do crime, 6 deste mês, e permanece detido.
O homicídio aconteceu dentro de uma sala de aula da Faculdades Integradas Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho. A brutalidade do ataque — que resultou em múltiplas facadas — provocou comoção entre alunos, colegas de trabalho e a população em geral. A repercussão ultrapassou os limites do Estado e gerou indignação em todo o país.
Juliana era reconhecida como profissional dedicada, tanto na área da segurança pública quanto na educação. Sua morte levantou debates sobre violência contra a mulher, segurança nas instituições de ensino e a necessidade de punições rigorosas em casos de feminicídio.
Agora, a expectativa é de que o processo avance com celeridade e que o acusado responda pelos crimes dentro do devido rito legal. Familiares, amigos e a sociedade aguardam que a Justiça analise as provas apresentadas e decida com base nos fatos, garantindo o direito à ampla defesa, mas também assegurando que a gravidade do caso seja devidamente considerada no julgamento.






















