Um esquema de desvio de recursos públicos que pode chegar a quase R$ 13 milhões mobiliza órgãos de controle e investigação em Rondônia. O caso ocorreu na Prefeitura de São Francisco do Guaporé e envolve um servidor da Secretaria Municipal da Fazenda, suspeito de desviar o montante ao longo de um período ainda sob apuração.
Diante da gravidade da situação, entraram no caso a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), que passaram a atuar para esclarecer como o esquema funcionou e por quanto tempo os desvios ocorreram sem serem detectados.
Segundo informações iniciais, o próprio servidor afirmou que teria utilizado todo o dinheiro desviado para realizar apostas em plataformas de jogos online, as chamadas Bets. No entanto, até o momento, a versão de que ele teria agido sozinho ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.
O prefeito Zé Wellington solicitou apoio da Polícia Federal para aprofundar as investigações. Paralelamente, uma equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado foi enviada ao município para realizar um levantamento completo da situação financeira e administrativa, que deverá resultar em um relatório oficial após a conclusão das análises.
Na esfera judicial, a Prefeitura ingressou com Ação Civil Pública pedindo a indisponibilidade de bens do acusado, com o objetivo de evitar eventual dilapidação patrimonial e garantir o ressarcimento dos valores aos cofres públicos. No entanto, ao analisar o caso, o juiz Paulo Juliano Roso Teixeira, do Juizado Especial da Fazenda Pública, decidiu encaminhar o processo para a Vara da Fazenda Pública, considerada a instância adequada para julgar a ação.
Além das investigações conduzidas pelos órgãos de controle e pelo Judiciário, o caso também deverá ser analisado pelo Poder Legislativo municipal. A Câmara Municipal de São Francisco do Guaporé já se prepara para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar todos os detalhes do desvio.
O escândalo chama atenção pelo volume de recursos e pelo fato de que, segundo as primeiras informações, uma única pessoa teria conseguido desviar milhões de reais durante um longo período sem que o problema fosse identificado, o que levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle interno da administração municipal.
As investigações seguem em andamento e o caso ainda promete novos desdobramentos.























