Um caso que ganhou repercussão internacional, a prisão de duas médicas brasileiras acusadas de sequestrar uma mulher boliviana na cidade de Guajará-Mirim (RO) para, supostamente, por vingança passional, torturarem a vítima, segue com novos desdobramentos.

Diante da grande proporção que o caso tomou na imprensa, as acusadas decidiram se manifestar nesta última semana por meio de sua assessoria jurídica, comandada pelo advogado Dr. Isaque Donadon Gardini. Segundo a defesa, as médicas teriam se apresentado à polícia por iniciativa própria.
A manifestação foi motivada por relatos de que elas estariam supostamente arquitetando uma fuga pelo território boliviano. Formadas e especializadas na Bolívia, Nagyla Duran e Priscila Romão alegam que mensagens trocadas entre seus advogados e o delegado responsável pela investigação desmentem os boatos de tentativa de fuga.
As médicas também afirmam não possuir qualquer outro registro de ocorrência policial em seus nomes. No entanto, em nenhum momento da nota jurídica houve manifestação sobre as acusações de tortura e cárcere privado.
Informações apuradas pela reportagem indicam que o marido de uma das médicas estaria mantendo um relacionamento extraconjugal com a vítima, que teria sido atraída ao Brasil sob a promessa de um emprego. Ainda segundo as investigações, ela acabou sendo dopada, torturada e mantida em cárcere privado.
O caso segue sob investigação das autoridades policiais, e as médicas permanecem presas de forma provisória.





















