CAMPANHA SOB VIGILÂNCIA — Justiça Eleitoral aperta fiscalização e Fúria recebe duas multas por propaganda digital

Decisões envolvendo YouTube e WhatsApp mostram que até os endereços digitais utilizados pelos candidatos precisam seguir as regras eleitorais

CAMPANHA SOB VIGILÂNCIA — Justiça Eleitoral aperta fiscalização e Fúria recebe duas multas por propaganda digital

A campanha eleitoral em Rondônia entrou definitivamente na fase em que cada detalhe pode terminar na Justiça. O candidato ao Governo Adailton Fúria (PSD) recebeu duas multas de R$ 5 mil em decisões relacionadas à utilização de canais digitais que ainda não haviam sido comunicados à Justiça Eleitoral no período em que receberam propaganda. As penalidades somam R$ 10 mil.

Um dos processos envolve um canal público no WhatsApp. Segundo a decisão relatada pela imprensa, o canal já estava sendo utilizado para propaganda eleitoral antes da comunicação formal à Justiça Eleitoral. A situação foi posteriormente regularizada, mas o magistrado considerou irregular o período anterior ao cadastramento e estabeleceu multa de R$ 5 mil.

O segundo caso envolve o canal oficial da campanha no YouTube. A discussão jurídica foi semelhante: propaganda teria sido veiculada antes de o endereço eletrônico ser formalmente informado à Justiça Eleitoral. A defesa argumentou que houve regularização posterior e pediu a improcedência ou aplicação da penalidade mínima. O juiz fixou novamente a multa em R$ 5 mil e não determinou a suspensão definitiva do canal.

Os episódios chamam atenção para uma parte menos visível das eleições de 2026. Campanha digital não significa território sem regras: páginas, perfis, canais e outros endereços utilizados oficialmente precisam observar as exigências estabelecidas pela legislação e pelas resoluções eleitorais.

Para as campanhas em Rondônia, o recado prático das decisões é claro: a fiscalização não está restrita aos comícios, placas e carros de som. WhatsApp, YouTube e demais plataformas também estão no radar da Justiça Eleitoral, e irregularidades formais podem resultar em processos e multas mesmo quando o endereço é regularizado posteriormente.

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