A semana começou de maneira diferente para centenas de pessoas que trabalhavam na Câmara Municipal de Porto Velho. Poucos dias depois das eleições, a administração do Legislativo anunciou uma reorganização que resultou na exoneração de servidores comissionados.
A medida atingiu aproximadamente 700 ocupantes de cargos de livre nomeação e exoneração, segundo informações divulgadas sobre a decisão.
Por trás dos números estão trabalhadores que desempenhavam funções administrativas e de apoio parlamentar. Para muitos deles, a saída representa a necessidade de procurar uma nova oportunidade profissional.
A Presidência da Câmara informou que a reorganização busca atender orientações do Tribunal de Contas de Rondônia, adequar a estrutura funcional e preparar a instituição para a chegada de servidores aprovados em concurso público.
A administração também esclareceu que os desligamentos não representam punições individuais e que os serviços essenciais deverão ser mantidos.
O episódio ocorre em um período de movimentações políticas no Legislativo municipal. Além das mudanças administrativas, os vereadores acompanham as discussões sobre a composição da Mesa Diretora para o próximo biênio.
Atualmente, a Câmara é presidida por Gedeão Negreiros, do PSDB. A definição sobre o futuro comando da Casa envolve negociações internas e questões relacionadas às regras de eleição da Mesa.
Apesar da proximidade entre as exonerações e o pleito eleitoral, não existem elementos suficientes para afirmar que as demissões tenham sido motivadas pelo resultado das urnas.
A situação coloca duas preocupações em evidência: o impacto da reorganização na vida dos servidores e a necessidade de garantir que a Câmara continue funcionando normalmente.
Os próximos atos administrativos deverão esclarecer como ficará distribuído o quadro de pessoal e quais serão os efeitos financeiros da mudança.




















