As mudanças no cenário político de Rondônia também já começam a impactar diretamente o grupo palaciano. Com o aval do governador Marcos Rocha, o chefe da Casa Civil, Elias Rezende, assumiu a presidência estadual do PRD, partido que forma federação com o Solidariedade. A chegada de Rezende ao comando da sigla representa uma reviravolta interna, já que o partido era anteriormente ligado ao grupo do vice-governador Sérgio Gonçalves, hoje em campo oposto ao do governador.
Sob a nova direção e com apoio do comando nacional, o PRD passa a caminhar alinhado ao projeto político de Marcos Rocha, que trabalha nos bastidores para consolidar a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, como seu sucessor ao Governo do Estado.
A sigla já inicia sua reorganização demonstrando força. Logo na primeira movimentação, o partido conseguiu reunir seis deputados estaduais, tornando-se a maior bancada da Assembleia Legislativa. O número supera, inclusive, o União Brasil, antiga base partidária de Rocha, que agora passa a contar com apenas três parlamentares.
Entre os nomes que migraram para o PRD estão as deputadas Gislaine Lebrinha e Rosângela Donadon, que deixaram o União Brasil. Também passam a integrar o novo grupo os deputados Edevaldo Neves, Ribeiro do Simpol, Jean Oliveira e Pedro Fernandes. O movimento ganha ainda mais peso com a aproximação do ex-deputado federal Carlos Magno, que retorna ao cenário político e deve disputar as eleições deste ano.
Todos os parlamentares que ingressaram no PRD devem disputar a reeleição com o respaldo do grupo palaciano. A articulação política já mira diretamente o pleito de outubro, quando a estrutura liderada por Marcos Rocha pretende concentrar forças na eleição de Adailton Fúria ao Governo do Estado.
No cenário das eleições nacionais, a estratégia também começa a se desenhar. A deputada federal Sílvia Cristina terá o apoio do grupo para disputar uma das vagas ao Senado. No entanto, ela não deve se filiar nem ao PSD, partido de Rocha, nem ao PRD. A parlamentar deve manter sua candidatura pelo Progressistas, sua atual legenda.
Com a nova configuração, o PRD passa a ocupar um papel central na base governista, fortalecendo o projeto político do Palácio Rio Madeira e consolidando uma nova correlação de forças dentro da Assembleia Legislativa e nas articulações para 2026.





















