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A cada eleição para a Assembleia Legislativa de Rondônia surge a mesma pergunta: será possível renovar o parlamento estadual? A resposta parece simples, mas a realidade política mostra que o desafio é muito maior do que parece.

Embora o eleitor costume demonstrar desejo por mudanças, a estrutura política favorece fortemente aqueles que já ocupam uma cadeira no Legislativo. Afinal, os deputados passam quatro anos construindo relacionamentos, destinando recursos aos municípios, participando de eventos comunitários e fortalecendo suas bases eleitorais em todas as regiões do Estado.

Mesmo diante desse cenário, a eleição de 2022 apresentou uma renovação considerada significativa. Dos 24 parlamentares eleitos, cerca de 44% eram nomes que chegavam pela primeira vez à Assembleia Legislativa. Entre eles estavam Ieda Chaves, Dr. Luís do Hospital, Cássio Gois, Delegado Lucas Torres, Affonso Cândido, Gislaine Lebrinha, Delegado Rodrigo Camargo, Pedro Fernandes, Ribeiro do Sinpol, Cláudia de Jesus, Edevaldo Neves, Dra. Taíssa Sousa e Nim Barroso.

Mas a realidade para quem pretende disputar uma vaga em 2026 pode ser ainda mais desafiadora.

Ao longo dos últimos quatro anos, os atuais parlamentares ampliaram sua presença nos municípios, fortaleceram alianças políticas e utilizaram instrumentos legítimos da atividade parlamentar, como a destinação de emendas, para viabilizar a aquisição de ambulâncias, equipamentos, máquinas, investimentos em saúde, infraestrutura e diversas outras ações que chegaram diretamente à população.

Essa proximidade constante com os eleitores acaba criando uma vantagem natural para quem busca a reeleição. Em muitos casos, o deputado já é conhecido em dezenas de municípios, possui lideranças alinhadas e conta com uma estrutura política consolidada.

A lógica também se aplica às disputas para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. Contudo, no caso dos deputados estaduais, a relação direta com os municípios costuma ser ainda mais intensa, tornando a renovação um processo ainda mais difícil.

Mas a política tem uma característica que desafia qualquer previsão: o voto popular.

A história eleitoral brasileira está repleta de exemplos de candidatos considerados favoritos que acabaram derrotados, enquanto nomes pouco conhecidos surpreenderam e conquistaram espaço. É justamente essa imprevisibilidade que mantém o interesse e a emoção de cada eleição.

Por mais que a matemática política, a estrutura partidária e a experiência indiquem a permanência da maioria dos atuais parlamentares, a decisão final continua nas mãos do eleitor.

E quando as urnas falam, muitas vezes nem mesmo os analistas mais experientes conseguem antecipar o resultado.

O que acontecerá em outubro de 2026? Por enquanto, essa é uma resposta que permanece guardada apenas no futuro.

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