A política de Rondônia começa a entrar naquela fase em que nada é definitivo e tudo pode mudar de uma semana para outra.
Nos bastidores, dois movimentos chamam atenção.
O primeiro é o de Luana, que surge como nome competitivo numa possível disputa para deputada federal. Entre analistas políticos, há um entendimento relativamente consolidado: ela entra no jogo com chances reais. Tem densidade, tem espaço e, principalmente, tem um cenário favorável para crescer durante a campanha.
Já no caso de Sandro, que mira uma vaga na Assembleia Legislativa, o ambiente é diferente. Não há a mesma convicção sobre viabilidade eleitoral. Mas também não dá para descartar. Estar à frente de um setor relevante do Governo do Estado cria uma vantagem importante: presença, articulação e contato direto com a população. Não garante vitória, mas torna o caminho “menos difícil” do que para quem parte do zero.
Mas o ponto mais sensível e que pode mudar completamente o tabuleiro continua sendo o futuro do governador Marcos Rocha.
Se decidir renunciar ao cargo dentro do prazo legal, seis meses antes da eleição, abre-se um novo cenário. O vice, Sérgio Carvalho, assumiria o Governo e, em tese, poderia disputar a reeleição. Só que, na prática, não é tão simples assim.
Existe um fator político que pesa e muito.
O próprio Rocha já declarou, em mais de uma oportunidade, que não considera Sérgio uma pessoa de sua confiança para governar o Estado. É uma fala forte. E que agora volta à mesa com ainda mais intensidade.
A pergunta é inevitável: Rocha renunciaria, entregando o comando a alguém em quem já disse não confiar?
Se fizer isso, estará contrariando tudo o que afirmou nos últimos meses. Se não fizer, fecha a porta para uma eventual candidatura majoritária.
É esse tipo de contradição que costuma definir eleições.
Até as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, o que não vai faltar é especulação, pressão e versões conflitantes. Cada grupo tentando construir sua narrativa, cada liderança testando seus limites.
No meio disso tudo, uma certeza: o jogo ainda está longe de ser decidido.
E, como sempre, quem entende o tempo da política costuma sair na frente.
























