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OPINIÃO – Podemos é a novidade na política de Rondônia


Postado em 23/12/2017 às 14h50min

OPINIÃO – Podemos é a novidade na política de Rondônia

Aos poucos o quadro sucessório do processo político do próximo ano, relacionado ao governador Confúcio Moura (PMDB) aos poucos vai se desenhando. Já temos como pré-candidatos declarados o presidente da Assembleia Legislativa (Ale) Maurão de Carvalho (PMDB), o senador Acir Gurgacz (PDT) e o advogado Jackson Chediak (PCdoB).

Além dos três o senador Ivo Cassol, do PP, que governou o Estado durante dois mandatos seguidos também diz que é pré-candidato. Mas tem pendências judiciais e dificilmente será candidato mesmo que ao seja, através de liminar. É o que dizem juristas especializados na área eleitoral, desde que não estejam a serviço do senador.

Cassol é um caso à parte. Sabe lidar com o ego do povo como ninguém. A maioria das enquetes realizadas ele está sempre à frente. É determinado e diz que será candidato. Apesar de todo o otimismo na prática os números são diferentes. Quando deixou o governo e candidatou-se ao Senado dizia que faria mais de 800 mil votos, e que elegeria “até um poste” como seu sucessor. Não foi bem assim.

O seu vice, João Cautela, que concorreu ao governo do Estado levou uma peia de Confúcio Moura. O senador Valdir Raupp (PMDB) foi o mais bem votado no Estado, apesar de Cassol ter a “máquina” do governo ao seu favor. Também não conseguiu eleger sua irmã, Jaqueline que concorreu ao governo do Estado em 2014. Ela não chegou ao segundo turno.

A novidade, por enquanto, sobre a sucessão estadual em Rondônia é a dupla, que está se formando no novo partido, o Podemos. O promotor de Justiça, Héverton Aguiar e o agente aposentado da Polícia Federal (PF), João Bosco, mais conhecido como Bosco da Federal.

Héverton, que poderá fazer sua estréia na vida pública, caso aceite o convite do Podemos poderá disputar o governo do Estado. Já Bosco é o nome do partido para uma das duas vagas ao Senado em 2018.

Não há dúvida que a dupla tem chances na disputa pelo governo do Estado e o Senado. Héverton nunca disputou cargos públicos eletivos. Sua experiência com votos foi nas duas vezes que concorreu –e venceu– a eleição para Procurador de Justiça do governo de Rondônia.

Bosco já foi a campo em busca de votos. Foi suplente, assumiu durante um período o mandato de vereador na capital e já concorreu a deputado estadual e a Câmara de Vereadores da capital em 2014.

É uma dupla que poderá ganhar a simpatia do eleitor, que está indignado com a praga chamada corrupção, que contaminou a maioria dos políticos, assessores, empresários e outros segmentos da população. É uma epidemia.

Héverton se destacou no Ministério Público (MP) como defensor incondicional no combate aos corruptos. Inclusive comandou entidade nacional relacionada AP MP na luta contra os corruptos. É um nome a ser considerado.

A dupla poderá até usar como tema de campanha a luta do MP e da PF contra o “câncer” da corrupção. Héverton (MP) denuncia e Bosco (PF) prende.

Já Maurão vem crescendo junto ao eleitorado do interior, como sua maneira simples e objetiva de tratar os problemas políticos do Estado. Poderá ser um nome de consenso para a disputa do governo do Estado em 2018. Deve ser considerado.

O senador Acir vem se destacando entre os jovens políticos de Rondônia. Contabilizou mais de 300 mil votos em 2014, quando se reelegeu. Tem uma ótima estrutura de comunicação no Estado, além de recursos para uma boa logística.

O quadro, por enquanto é o exposto. Pelo menos até as convenções de julho do próximo ano.

Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica



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