Apesar da aparente calmaria que ainda predomina na superfície da política rondoniense, o cenário eleitoral para o Governo do Estado está longe de ser tranquilo. Nos bastidores, articulações, conversas e mudanças de rumo mostram que a corrida deve ganhar intensidade nos próximos meses, com possíveis surpresas até a definição oficial das candidaturas.

Até pouco tempo, o quadro parecia mais simples, com praticamente dois nomes colocados como principais alternativas: Marcos Rogério e Adailton Fúria. No entanto, o cenário começou a se ampliar e já conta com outros nomes que podem entrar na disputa, como o ex-prefeito Hildon Chaves e o Delegado Flori, além do vice-governador Sérgio Gonçalves, que também é citado como possível candidato.
Outros nomes aparecem no radar político, como Expedito Netto, que vem se reposicionando politicamente, e Samuel Costa, figura tradicional ligada à esquerda e que costuma participar dos processos eleitorais. Nos bastidores, também existe expectativa em relação ao Coronel Braguin, que ainda não definiu se disputará o Governo, uma vaga no Congresso ou na Assembleia Legislativa. Já o MDB avalia a possibilidade de lançar o empresário Paulo Andrade, embora ainda não haja confirmação oficial.
Enquanto isso, as conversas seguem intensas, mas as decisões finais ainda estão longe de acontecer. Um dos movimentos mais comentados foi a recusa de Hildon Chaves em aceitar o convite para disputar o Governo pelo MDB, mesmo com espaço e estrutura dentro da sigla. Hoje, ele é apontado como mais próximo do União Brasil, o que pode redesenhar alianças importantes.
Outro ponto que segue chamando atenção é a posição do governador Marcos Rocha. Mais uma vez, ele reafirmou publicamente que não pretende disputar o Senado nas próximas eleições. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Robson Oliveira, reforçando o discurso que já vem sendo repetido há algum tempo.
Com cerca de sete meses ainda pela frente até a votação, o cenário permanece em aberto e sujeito a mudanças. Entre desistências, novos nomes e possíveis alianças, a corrida pelo Palácio Rio Madeira ainda está longe de uma definição clara. Até outubro, muita articulação deve acontecer e o tabuleiro político de Rondônia ainda pode mudar bastante.





















