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A BR-364, uma das principais rodovias de Rondônia, está prestes a ser concedida à iniciativa privada pelo prazo de 30 anos. O consórcio 4UM-Opportunity, único concorrente no leilão realizado na B3, será responsável pela administração da via, que liga as cidades de Vilhena a Porto Velho, abrangendo aproximadamente 700 quilômetros de extensão.

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O ponto que tem gerado questionamentos é a previsão de cobrança imediata de pedágio, enquanto os investimentos na infraestrutura da rodovia só deverão ser iniciados em quatro anos. De acordo com o edital, ao longo dos 30 anos de concessão, estão previstos apenas 113 quilômetros de duplicação e 19 quilômetros de marginais. A concessionária terá um prazo de nove anos para a conclusão desses investimentos.

A movimentação na BR-364 também chama atenção. O tráfego diário na rodovia é estimado em cerca de 10 mil veículos por dia, sendo 75% leves e 25% pesados. Durante os primeiros quatro anos da concessão, a empresa irá arrecadar com as tarifas de pedágio sem a obrigação de realizar melhorias imediatas, o que levanta preocupações entre motoristas e caminhoneiros que dependem da estrada para escoar suas produções e realizar deslocamentos diários.

O modelo de concessão adotado gera críticas de usuários e especialistas em infraestrutura, que questionam a viabilidade e a justiça da cobrança antecipada sem que haja melhorias significativas logo no início do contrato. A expectativa é que a concessão traga melhorias para a segurança viária e fluidez do trânsito na BR-364, porém, a forma como o processo está estruturado continua sendo alvo de debates.

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