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Sábado, 27/11/2021

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Rondônia

AVISO – SESAU alerta sobre casos de doença da urina preta em Rondônia

Doença é causada por uma toxina presente na carne de peixes acondicionados de maneira inadequada.

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O secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo, negou qualquer registro de caso ou suspeita da Síndrome de Haff em Rondônia. A doença, que é conhecida popularmente como “doença da urina preta”, é causada por uma toxina presente na carne de peixes acondicionados de maneira inadequada.

A informação foi divulgada em um vídeo nas redes sociais na quarta-feira (22).

Apesar da doença ter acometido moradores de vários estados, inclusive da região Norte, como Pará e Amazonas, o secretário explicou que não há porque ter desespero.

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“Nós não temos nenhum caso da doença da urina preta no estado de Rondônia. Temos no Amazonas e Pará, mas não temos nenhum caso confirmado e nem suspeita em Rondônia. Estamos monitorando isso o tempo inteiro através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) e da Agência de Vigilância em Saúde (Agevisa). Estamos em alerta, mas a priori não temos porquê nos desesperar”, explicou.

O que é a Síndrome de Haff?
De acordo com infectologistas, a Síndrome de Haff é causada pela ingestão de peixes e crustáceos contaminados por uma toxina capaz de causar necrose muscular, ou seja, a degradação dos músculos. Mas não é todo tipo de peixe, os pescados mais comuns a apresentar a toxina são: arabaiana e badejo (peixes de água salgada) e o tambaqui.

Ao g1, o médico infectologista Tiago Lôbo explicou que a principal teoria do que causa a síndrome, é a de que os peixes ingerem algas contaminadas e com isso, a toxina fica armazenada na carne do animal.

Conforme o Ministério da Saúde, acredita-se que a toxina, sem cheiro e sem sabor, surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada, e após ser consumido pelo ser humano, os sintomas aparecem.

Por que o nome “doença da urina preta”?
Um dos sintomas Síndrome de Haff é a urina escurecida, o que faz a patologia ser conhecida como “doença da urina preta”. Esse sintoma acontece após a liberação de uma proteína chamada miogobina, substância tóxica para os rins, que ocorre quando acontece a necrose muscular.

Sintomas da mialgia aguda — Foto: Infográfico G1

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Os demais sintomas da síndrome acabam sendo decorrentes da necrose muscular. São eles:

  • Dores musculares
  • Náusea
  • Vômito
  • Diarreia
  • Febre
  • Vermelhidão na pele
  • Falta de ar
  • Dormência no corpo
  • Insuficiência renal

Segundo Tiago Lôbo, o aparecimento dos sintomas pode ocorrer entre quatro e seis horas após a ingestão de peixe, mas há casos de pacientes com sintomas após dois ou até três dias do consumo.

Tratamento
A doença não possui tratamento específico. Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se buscar atendimento imediato, exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) ou TGO para observação do aumento das enzimas musculares.

Além disso, é necessário observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas. Não é indicado o uso de antiinflamatórios.

Medidas de controle

  • Evitar comer pescados crus;
  • Não consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. O ideal é comprar esses produtos em locais cuja a procedência ofereça segurança;
  • Recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) e TGO para observação da alteração dos valores normais nos exames (em casos de suspeita);
  • Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois, nestes casos, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas;
  • Não é indicado uso de anti-inflamatórios;
  • Orientar a população a buscar uma unidade de saúde no caso de aparecimento dos sintomas;
  • Identificar outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença;
  • Recomenda-se coleta de amostras de alimentos para o setor de microbiologia de alimentos.

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Por G1/RO

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