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Capacitação para atuação em emergências e surtos promove fortalecimento da vigilância permanente em saúde

Postado em 16/05/2019 às 08h48min


Capacitação para atuação em emergências e surtos promove fortalecimento da vigilância permanente em saúde

Mais de 3,6 mil profissionais de saúde devem ser capacitados em 2019 para atuar com emergência em situações de ocorrências de surto em Rondônia. Os 52 municípios do Estado participam da Capacitação em Emergência em Saúde/Surtos, do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).

A Rede Cievs, integrante da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), atua com plantão sentinela, em Porto Velho, para providências de emergências em todo o Estado, que são notificadas em até 24 horas. Em 2018, o trabalho da Rede foi divulgado junto aos técnicos envolvidos com o sistema de notificação. Para este ano, a capacitação que começou em fevereiro, deve concluir em novembro conforme cronograma para mais de 3,6 mil profissionais da área de saúde pública e privada.

A capacitação contempla primeiramente a portaria n° 204 de 2016, que define a lista nacional de notificação para notificação imediata de epidemias, e avança com o manejo também para outras situações de surto, como desastres naturais e biológicos, e acidentes com múltiplas vítimas. A primeira etapa explica o conceito das emergências; a segunda etapa, o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), no qual o Brasil faz parte desde 2009, sendo obrigado a informar qualquer caso suspeito, ou incomum e inesperado, como em casos de novas bactérias e vírus. E, a terceira etapa, explica o manejo com qualquer surto, que deve ser notificado, investigando imediatamente para intervenção, mitigando danos, sequelas, óbitos e comoções sociais.

Com o objetivo de capacitar a rede de saúde de forma que a notificação seja efetiva ao Cievs em tempo oportuno de até 24 horas, faz-se necessário entender que os agravos, segundo a portaria 204 (Botulismo, Antraz, Febre Amarela, Febre Ocidental do Nilo, Rotavírus, Influenza, Peste, Poliomielite, Raiva, Sarampo, Síndrome Febril Ictéreo Hemorrágica, Síndrome Respiratória Aguda, Varíola), de notificação imediata já são considerados surtos com o registro de apenas um caso.  Médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e de endemias, e farmacêuticos devem trabalhar com o manejo apropriado em qualquer tipo de situação agravante para evitar um surto. Segundo o Cievs, 99% das situações causam comoção, afetando muitas pessoas com contaminação exponencial.

O profissional de saúde capacitado pode contar com os plantonistas da Rede Cievs, estadual e nacional, buscando a atuação adequada para o manejo com determinadas situações. Mas devem estar atentos ao fortalecimento da Rede, implantada por força de acordos internacionais através da Organização Mundial de Saúde (OMS) para vigilância permanente. “Desenvolvemos essa capacitação para sensibilizar todos os profissionais em que, face às emergências, atuem em qualquer momento com contato imediato com o Cievs. O grande foco dessa capacitação é fazê-los entender o que é uma emergência em saúde pública, que pode facilmente se configurar como mega emergência com respingos que envolvem outros países, consequentemente atingindo a economia ou relação diplomática, por exemplo. Aumentando o exército de vigilância em saúde em todo o país”, declarou Sid Orleans, coordenador estadual do Cievs.

Com a capacitação, todos os profissionais de saúde podem compreender a relevância das decisões tomadas oportunamente, e passam a contar com uma rede de apoio de informações estratégicas, que atuam em plantão, para suporte com dúvidas e para desenvolver qualquer assistência necessária. A capacitação é realizada a partir dos protocolos distintos para cada agravo, trabalhando com o manejo de emergência e de qualquer situação geral de surto, cumprindo com o padrão de abordagem sistêmica da situação: preparar para o trabalho de campo; confirmar a ocorrência da emergência; verificar diagnóstico; identificar e contar casos; organizar as informações por tempo, lugar e pessoa; formular hipóteses que possam explicar o padrão do evento; testar as hipóteses; planejar e desenvolver estudos adicionais; implementar medidas de controle; e comunicar os resultados. Conseguindo, então, evitar óbitos e maior raio de contaminação.

Por Secom