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Casos de dengue e zika vírus aumentam em municípios de RO

Os casos de dengue e de zika vírus aumentaram no primeiro trimestre de 2020 em Rondônia, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo boletim epidemiológico de arboviroses da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). Em contrapartida, as notificações de chikungunya diminuíram. Publicidade De acordo com o levantamento, 1.093 pessoas foram diagnosticadas ... Leia mais

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Jaru Online

Os casos de dengue e de zika vírus aumentaram no primeiro trimestre de 2020 em Rondônia, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo boletim epidemiológico de arboviroses da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). Em contrapartida, as notificações de chikungunya diminuíram.

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De acordo com o levantamento, 1.093 pessoas foram diagnosticadas com alguma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A dengue foi a responsável pelo maior número de diagnósticos no estado, com 1.048 pessoas infectadas. No mesmo período de 2019, foram confirmados 154 casos, o que representa um aumento de 580%.

O diagnóstico por zika vírus também registrou aumento durante o primeiro trimestre do ano. Até o dia 7 de abril, foram contabilizados 26 casos confirmados, contra 11 em 2019. O número significa aumento de 136%.

De acordo com o biólogo e pesquisador Fábio Medeiros, o aumento dessas arboviroses se deve ao descuido da realização de medidas preventivas.

“Esse aumento é registrado pois a população deixa de fazer os cuidados necessários com os recipientes que acumulam água no ambiente. Por exemplo, uma tampinha de garrafa é o suficiente para criar duas larvas do mosquito da dengue. Esses dois futuros mosquitos são capazes de transmitir a doença para até um quarteirão”, afirmou.

Segundo o boletim epidemiológico da Agevisa, 10 municípios de Rondônia estão no nível de risco para as três doenças: Jaru, Alto Paraíso, Ariquemes, Cujubim, Machadinho do Oeste, Itapuã, Porto Velho, Espigão D’Oeste, Cabixi e Vilhena.

Por outro lado, o número de infectados com a chikungunya reduziu. Até aqui, foram notificados 19 casos confirmados, contra 40 pessoas infectadas no mesmo período de 2019, o que representa uma redução de 52,5%.

Mosquito é o principal transmissor

O Aedes aegypti é o nome científico de um pernilongo que transmite a dengue, febre amarela urbana, além da zika e da chikungunya, doenças chamadas de arboviroses. Ele possui uma característica que o diferencia dos demais mosquitos, que é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas.

Segundo o Ministério da Saúde, o período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças.

Prevenção

A melhor forma de prevenir as arboviroses é a intensificação das ações de controle vetorial do Aedes aegypti. A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte orienta a população sobre o controle do mosquito:

– Manter quintais livres de possíveis criadouros do mosquito;
– Esfregar com bucha as vasilhas ou reservatórios de água de seus animais;
– Não colocar lixo em terrenos baldios;
– Manter as caixas d´água sempre tampadas;
– Observar vasos e pratinhos de plantas que acumulam água parada;
– Verificar locais que possam acumular água parada como bandeja de bebedouros de geladeiras, ralos, pias e vasos sanitários sem uso;
– Receber a visita do agente de endemias e tirar possíveis dúvidas;
– Manter em local coberto, pneus e outros objetos que possam acumular água.

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