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PERIGO – Em RO, guerra no campo pode se intensificar após vitória de Jair Bolsonaro

Foram muitos os relatos de agricultores apontado abusos por partes de agentes públicos, que no cumprimento de seu dever acabavam entrando em confronto com a comunidade.

Postado em 24/10/2018 às 09h01min


PERIGO – Em RO, guerra no campo pode se intensificar após vitória de Jair Bolsonaro

Registrando dentro de sua extensão 53 unidades de conservação e 25 reservas indígenas, o estado de Rondônia é uma das regiões onde o trabalho de agentes públicos federais de institutos de fiscalização e defesa da floresta amazônica se torna fundamental na garantia do cumprimento das leis que resguardam o território federal.

Durante décadas o conflito agrário e a apropriação de áreas dentro de reservas federais no estado de Rondônia gerou uma intensa animosidade entre os servidores de órgãos como o IBAMA e ICMBIO. Foram muitos os relatos de agricultores apontado abusos por partes de agentes públicos, que no cumprimento de seu dever acabavam entrando em confronto com a comunidade.

Porém, com o avanço da frente política no Brasil que tem como propostas para o campo a diminuição da reservas florestais e indígenas, IBAMA e ICMBIO passaram a serem considerados “inimigos” dentro de Rondônia e uma série de atentados vem sendo registradas contra veículos das instituições.

Nas ultimas semanas foram registrados três ataques contra o IBAMA e ICMBIO em Rondônia, conflito que vem chamando a atenção internacional e gerando um clima de incerteza sobre como será o relacionamento entre esses servidores e a comunidade rural a partir do próximo ano com o iminente governo de Jair Bolsonaro, que já realizou declarações públicas contra a atual forma de trabalho das instituições.

Com um histórico sangrento, a guerra no campo em Rondônia pode culminar em mais violência, índios, camponeses, agricultores, madeireiros, servidores públicos e representantes do agronegócio, parecem andar com os interesses cada vez mais opostos, sem um indicativo de conversa entre as partes, o risco é grande.

Por JH Notícias