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A possibilidade de o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) disputar uma vaga no Senado por Rondônia está definitivamente descartada. Favorecido por pesquisas eleitorais em Santa Catarina, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já renunciou ao mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, transferiu seu domicílio eleitoral e passou a concentrar esforços na construção de sua candidatura ao Senado pelo estado catarinense.

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A mudança encerra de vez as especulações que circularam nos bastidores da política rondoniense nos últimos meses. Em Rondônia, o bolsonarismo já tem candidatura definida: o pecuarista Bruno Scheidt, anunciado oficialmente como o nome do grupo após manifestação pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em decisão atribuída ao próprio Jair Bolsonaro. O alinhamento fecha espaço para qualquer outra postulação ligada ao núcleo familiar do ex-presidente no estado.

Em Santa Catarina, apesar da resistência expressa por setores do eleitorado e da campanha “Fora Carlucho”, Carlos Bolsonaro mantém desempenho competitivo e aparece liderando levantamentos de intenção de voto para o Senado. O estado é considerado um dos mais conservadores do país e se tornou estratégico para o projeto político do clã Bolsonaro, que busca preservar influência no Congresso Nacional a partir de bases eleitorais consolidadas.

Com a definição, Rondônia se livra de uma disputa externa que poderia gerar desgaste interno entre aliados do bolsonarismo, enquanto Santa Catarina passa a concentrar os holofotes de uma candidatura de alto impacto político e familiar. O movimento evidencia uma reconfiguração estratégica do bolsonarismo, que aposta em territórios mais favoráveis para manter protagonismo nas eleições ao Senado.

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