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A corrida eleitoral em Rondônia entrou definitivamente em ritmo acelerado. Desde o início de março até o dia 5 de abril, deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A chamada janela partidária virou o centro das atenções nos bastidores e promete provocar uma verdadeira dança das cadeiras no Estado.

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Em Rondônia, as movimentações já começaram e atingem diretamente a capital. Na Câmara Municipal de Porto Velho, o Avante trabalha para formar uma bancada robusta, com a meta de chegar a sete vereadores. Se confirmar as articulações em curso, a sigla poderá se tornar uma das mais influentes no parlamento municipal.

Na Assembleia Legislativa de Rondônia, o PRP, sob liderança de Elias Rezende, já teria fechado com seis deputados, o que o colocaria como a maior bancada da Casa. O partido integra o grupo palaciano, liderado pelo governador Marcos Rocha, recém-empossado presidente regional do PSD, consolidando ainda mais o eixo de poder em torno do Palácio.

Na disputa pelo Governo, os movimentos também são intensos. Léo Moraes avalia nomes para compor sua chapa e deve decidir entre Delegado Flori, de Vilhena, e o deputado estadual Rodrigo Camargo, que articula filiação ao Podemos para viabilizar sua candidatura ao Executivo estadual.

Enquanto isso, Marcos Rogério amplia o diálogo além das fronteiras do PL e busca consolidar alianças estratégicas. Nos bastidores, comenta-se que o nome preferido para vice seria o do ex-prefeito Hildon Chaves. Resta saber se haverá disposição política para essa composição.

Outro nome que movimenta o cenário é Adailton Fúria. Após críticas pontuais ao governo em uma emissora de rádio, manteve, ainda assim, o apoio do grupo palaciano. Fúria já teria um nome definido para vice, aguardando apenas o aceite formal para oficializar a composição.

O fato é que todos fazem contas. Vereadores que pretendem disputar vagas na Assembleia analisam onde precisarão de menos votos, quais coligações oferecem melhores condições e, principalmente, onde não devem pisar. O tabuleiro está sendo reorganizado com rapidez.

A janela partidária escancarou o jogo. As próximas semanas serão decisivas para definir quem se fortalece, quem perde espaço e quais alianças realmente sairão do papel. A corrida rumo às urnas já começou e, como sempre, só chegará mais forte quem souber calcular cada passo.

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