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A discussão sobre meio ponto percentual pode parecer pequena para quem olha de fora. Mas, na prática, ela pode significar a demissão de cerca de 300 pessoas e uma reviravolta no planejamento financeiro da Câmara de Porto Velho.

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A decisão judicial que reduziu de 5% para 4,5% o repasse da arrecadação municipal ao Legislativo abriu uma crise que ninguém esperava no início do ano. A Lei Orçamentária já estava aprovada. Os compromissos assumidos. Os contratos em andamento. E, de repente, a conta mudou no meio do jogo.

Nesta sexta-feira, houve reunião na Vara da Fazenda Pública. Prefeitura e Câmara, lado a lado, defenderam a manutenção dos 5%. Isso diz muito. Não é uma queda de braço política. É uma tentativa de evitar um impacto administrativo imediato.

O argumento central é simples. A regra estava valendo, o orçamento foi construído com base nela e uma mudança abrupta gera um efeito dominó. Servidores podem ser dispensados. Projetos podem ser interrompidos. A estrutura do Legislativo pode encolher de forma forçada.

Há ainda outro elemento importante. O número de habitantes de Porto Velho. Se o novo levantamento do IBGE apontar população acima de 500 mil habitantes, o percentual constitucional volta ao patamar anterior. Ou seja, estamos discutindo uma diferença que pode ser temporária, mas com consequências permanentes para quem perder o emprego agora.

No fundo, essa história revela algo maior. A fragilidade das estruturas públicas diante de decisões que, embora legais, nem sempre dialogam com a realidade administrativa. Meio ponto percentual parece detalhe técnico. Não é.

Nos próximos dias, a conciliação vai mostrar se prevalece o entendimento institucional ou a frieza dos números. Porque, quando a matemática entra em conflito com a gestão, alguém sempre paga a conta.

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