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Uma confraternização terminou em tragédia na noite de sábado, 4 de abril, em Pontes e Lacerda (MT), cidade localizada a cerca de 250 quilômetros da divisa com Rondônia. Daniel Alves da Silva, de 49 anos, e Genivaldo Mariano de Lima, de 57 anos, morreram após ingerirem bebida alcoólica em uma residência. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas passaram a tarde consumindo o produto e, ao anoitecer, começaram a passar mal e apresentar quadros graves de convulsão. Ambos chegaram a ser socorridos ao Hospital Vale do Guaporé, mas não resistiram e faleceram pouco depois de darem entrada na unidade.

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A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para envenenamento ou intoxicação severa por substâncias adulteradas. Testemunhas informaram que os homens consumiam uma bebida popularmente conhecida como “carotinho”. No local da ocorrência, uma das vítimas foi encontrada inconsciente, enquanto a outra já havia sido levada ao hospital por populares. A Politec realizou a perícia na residência e encaminhou os corpos para exame de necropsia, que deve identificar a substância exata causadora das mortes e confirmar se houve a ingestão de metanol.

O caso acendeu um alerta em Rondônia devido à proximidade geográfica e ao histórico de apreensões na região. No ano passado, a Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou três fábricas clandestinas de destilados que utilizavam metanol na composição, substância altamente tóxica que pode causar cegueira e morte. As autoridades rondonienses monitoram a possível entrada desses produtos falsificados no estado, uma vez que a “importação” ilegal de bebidas adulteradas do estado vizinho é uma preocupação constante para a vigilância sanitária e forças de segurança.

Um suspeito de envolvimento no caso foi detido para prestar esclarecimentos e a investigação segue em curso para determinar a origem da bebida consumida. A Polícia Civil busca identificar se o produto foi comprado em um estabelecimento comercial ou se foi fornecido por terceiros de forma criminosa. Enquanto aguardam o laudo oficial, as autoridades recomendam cautela no consumo de bebidas de procedência duvidosa e sem selos de inspeção, reforçando o risco de intoxicações fatais por solventes químicos industriais.

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