Tem partido em Rondônia que passou anos apenas figurando. Servia para compor, preencher espaço, negociar tempo e pouco mais que isso. Ninguém levava muito a sério. Era quase invisível no jogo pesado da política estadual.
Mas isso mudou.
O Avante, que até pouco tempo atrás era visto como legenda pequena, hoje aparece de forma organizada, com estratégia clara e, principalmente, com gente de peso dentro de casa. E isso não acontece por acaso.
Sob o comando do ex-deputado Jair Montes, o partido cresceu onde mais importa nesse tipo de disputa: na montagem de nominata. Foi um dos primeiros a fechar uma chapa completa para a Assembleia Legislativa, algo que muitos ainda estão tentando costurar.
E não é só quantidade.
A nominata feminina chama atenção. São oito nomes espalhados por várias regiões do Estado, ocupando espaço de forma organizada e com potencial de voto. Isso mostra planejamento, não improviso.
Mas é na chapa masculina que o partido dá o recado mais forte.
Tem nomes conhecidos, testados nas urnas e com base consolidada. Gente como Marcelo Cruz, que já conhece o caminho, o vereador Breno Mendes, que vem ganhando visibilidade na capital e o ex-prefeito de Buritis, Roni Irmãozinho que teve dois mandatos de de prefeito. Soma-se a isso o ex-secretário de Saúde, Coronel Jefferson Rocha, além de vereadores com atuação ativa como Marcos Combate, Zé Paroca e Jeovani Ibiza.
E ainda tem mais.
O partido também trouxe nomes experientes como Hermínio Coelho, além de lideranças regionais que têm voto pulverizado, mas consistente em suas bases.
O que se desenha é uma chapa equilibrada, com nomes grandes puxando votos e outros compondo volume, exatamente como manda o manual das eleições proporcionais.
Nos bastidores, a conta já está sendo feita.
A expectativa dentro do próprio partido é chegar entre três e quatro cadeiras na Assembleia. Pode parecer ousado para quem lembra do Avante de poucos anos atrás. Mas, olhando a montagem atual, já não soa tão improvável assim.
Política é movimento.
E quem entende o jogo, cresce sem fazer muito barulho… até o momento em que passa a incomodar.























