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Rondônia acordou indignada mais uma vez. A agressão sofrida por um jornalista durante uma cobertura em Porto Velho reacendeu um debate que vai muito além de um caso policial: até onde a violência está tentando calar quem mostra a realidade?

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Quando um profissional de imprensa é atacado enquanto trabalha, o recado não é enviado apenas para ele. O sinal é dado para toda a sociedade. É como se dissessem que filmar, denunciar e mostrar os fatos virou risco de vida. E isso é grave.

Nos últimos anos, Rondônia cresceu economicamente, ganhou força no agronegócio, atraiu investimentos e se tornou destaque nacional em diversos setores. Mas junto desse avanço, cresce também um sentimento silencioso nas ruas: a sensação de insegurança e intolerância. As pessoas estão mais agressivas, mais impacientes e, muitas vezes, tratando violência como algo normal do cotidiano.

Não é.

Discordar não dá direito de agredir. Se irritar não autoriza ameaçar. E tentar intimidar a imprensa é atacar diretamente o direito da população de saber o que acontece.

O mais preocupante é perceber que parte da sociedade já reage a notícias assim com frieza. Como se fosse “só mais um caso”. Esse talvez seja o maior perigo de todos: quando a violência deixa de chocar.

Rondônia é formada por gente trabalhadora, por famílias que acordam cedo, por empreendedores, produtores rurais, profissionais liberais e jovens que sonham em construir um futuro melhor aqui. O estado não pode aceitar que o medo comece a ocupar o espaço da liberdade.

A Polícia Civil agora avança na investigação e os envolvidos devem responder criminalmente. Mas a reflexão precisa ir além das punições. É necessário entender que uma sociedade forte não é aquela que grita mais alto ou ameaça mais. É aquela que sabe conviver com diferenças sem transformar tudo em confronto.

Num momento em que Rondônia vive discussões políticas intensas, crescimento econômico acelerado e grandes transformações sociais, talvez esteja faltando exatamente isso: mais equilíbrio, mais respeito e menos ódio.

Porque quando a violência tenta virar rotina, o silêncio passa a ser perigoso.

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