Mais uma contratação milionária da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU) entra no radar e levanta questionamentos sobre a aplicação do dinheiro público. O Processo nº 0036.033601/2026-39, segundo informações encaminhadas ao JH Notícias, envolve a terceirização de serviços cirúrgicos e o fornecimento de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) de alto custo, com valor que poderia se aproximar dos R$ 80 milhões.
O ponto mais preocupante está na informação de que a SESAU possuiria aproximadamente R$ 13 milhões entre materiais, estoque e empenhos relacionados à demanda. Se confirmado que esses recursos contemplam os mesmos procedimentos ou materiais previstos na nova contratação, o Governo de Rondônia terá de explicar por que pretende assumir uma despesa milionária antes de utilizar aquilo que já foi adquirido ou comprometido com dinheiro público.
O alerta aumenta porque o Ministério Público de Contas de Rondônia já apontou inconsistências relevantes em outro processo da SESAU, o nº 0036.020970/2024-08, estimado em R$ 75,8 milhões, envolvendo materiais para procedimentos de hemodinâmica e eletrofisiologia. Naquele caso, o órgão de controle chegou a questionar aspectos da fase preparatória e a demonstração da vantajosidade econômica da solução adotada.
Agora, as perguntas são inevitáveis: quanto existe realmente em estoque? O que já está empenhado? Os materiais são os mesmos da nova contratação? Quantas cirurgias serão realizadas? Quanto será pago por procedimento e qual estudo demonstra que a terceirização é mais vantajosa? Antes de movimentar dezenas de milhões de reais, a SESAU precisa apresentar essas respostas com documentos e transparência.
Enquanto cifras milionárias circulam em processos administrativos, pacientes continuam aguardando por cirurgias que são seu direito pelo SUS. O JH Notícias seguirá acompanhando o Processo 0036.033601/2026-39 e deixa espaço aberto para que a SESAU esclareça o valor da contratação, a situação dos estoques e empenhos e demonstre, de forma objetiva, por que essa nova despesa é necessária. Até a apresentação e análise integral dos documentos, não é possível afirmar que exista irregularidade no processo.




















