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BIOPLASTIA – Entenda o que é a técnica que matou a bancária no RJ

Plástica sem cirurgia é uma das novas promessas da estética

Postado em 18/07/2018 às 09h10min


BIOPLASTIA – Entenda o que é a técnica que matou a bancária no RJ

Plástica sem cirurgia e com resultados rápidos, esta é a promessa tentadora da bioplastia, nova técnica da estética que ganhou muitos adeptos. Popularizado na internet, a bioplastia apela àqueles que consideram a técnica mais segura, por não precisar de cirurgia, mas o resultado pode ser trágico, como o da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, que faleceu de embolia pulmonar após aplicar silicone nas nádegas na casa de um médico. O suspeito de fazer a aplicação de polimetilmetacrilato, chamada de PMMA ou metacril, Denis César, está foragido.

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Segundo o site Gazeta On Line, a bioplastia é a técnica de injeção de substâncias no corpo com fim de remodelação. “Pode ser feita no corpo ou no rosto. É um método seguro, mas precisa ser feito por um especialista reconhecido. No caso do PMMA, o uso é restrito para alguns casos, como para correções em pacientes com doença imunodepressora”, explica o cirurgião plástico Janes Depizzol. Já a aplicação em coxas ou glúteos não é recomendada pela Sociedade de Dermatologia e Cirurgia Plástica.

A modelo Andressa Urach sofreu uma infecção grave e ficou internada em estado grave por vários meses, em 2014, após aplicar o PMMA nos glúteos. Segundo o cirurgião plástico Adriano Batistuta, substâncias como PMMA se misturam com gordura e tecidos, o que dificulta a retirada em caso de complicação. “Pode acontecer, com o passar dos anos, às vezes até sete, oito anos depois, a chamada reação de corpo estranho, quando o organismo tenta expulsar a substância”, cita Depizzol. Infecções, alergias e necroses são alguns dos riscos que os pacientes correm ao injetar a substância e os procedimentos estéticos devem ser feitos em clínica ou hospital, com profissionais capacitados e com toda a assistência.

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O PMMA é aprovado pela Anvisa para fins medicinais, não estéticos. É o caso de pacientes de Aids, que podem apresentar deformações no rosto ou no corpo, devido à doença. Os únicos profissionais capacitados para realizar o procedimento são cirurgião plástico ou dermatologista, desde que em ambiente hospitalar ou clínico.


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