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Destino de R$ 95,3 Mi da Lava Jato segue sem definição

A divisão dos valores provenientes de acordos de leniência e delações está em discussão na 13ª Vara Federal de Curitiba.
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A destinação de mais de R$ 95,3 milhões arrecadados por meio de acordos de delação premiada durante a Operação Lava Jato ainda aguarda definição. Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a rotatividade de juízes têm causado idas e vindas na distribuição desses recursos.

Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está investigando o destino dos valores já destinados, após suspeitas de “gestão caótica” e irregularidades na administração desses recursos.

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A falta de um inventário detalhado dos itens apreendidos, incluindo obras de arte como quadros de Salvador Dalí e Candido Portinari, dificulta o rastreamento do destino desses bens. Parte das obras encontra-se desaparecida, enquanto outra foi doada ao Museu Niemeyer em Curitiba, sem registros detalhados.

A divisão dos valores provenientes de acordos de leniência e delações está em discussão na 13ª Vara Federal de Curitiba. No entanto, mudanças de juízes e a paralisação do processo desde abril impedem uma decisão sobre o destino de parte do dinheiro.

Estima-se que a força-tarefa da Lava Jato tenha arrecadado cerca de R$ 12 bilhões em multas compensatórias. A Petrobras, por exemplo, teria recebido aproximadamente R$ 2,1 bilhões como reparação entre 2015 e 2018. No entanto, questionamentos surgiram sobre os critérios de distribuição desses valores.

Apesar de um balanço divulgado em junho do ano passado, as incertezas persistem, destacando a complexidade na gestão dos recursos provenientes da Lava Jato.

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