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Do 2-3-5 ao “Tiki-Taka”: A Evolução dos Esquemas Táticos no Futebol

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O futebol é um esporte que tem evoluído de forma significativa ao longo dos anos, e uma das áreas em que essa evolução é mais evidente é nos esquemas táticos utilizados pelas equipes. O jogo que antes era baseado em simplicidade e individualidade, hoje se tornou um verdadeiro tabuleiro estratégico, onde cada movimento é cuidadosamente planejado e executado.

No início, as táticas eram bastante básicas. As equipes jogavam em formações simples, como o famoso 2-3-5, onde dois jogadores atuavam como defensores, três no meio-campo e cinco no ataque. Essa formação privilegiava o jogo ofensivo, com ênfase na força física e na capacidade individual dos jogadores. No entanto, conforme o tempo passou, as equipes perceberam a necessidade de uma maior organização tática para enfrentar adversários mais fortes.

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Neste texto, fizemos uma viagem no tempo para explicar como as táticas evoluíram no futebol. As mudanças nas estratégias acompanharam as mudanças do jogo, principalmente na parte física, algo que é muito mais relevante hoje do que era em outras décadas. Se você gosta de futebol, acompanha os noticiários esportivos, ou utiliza sites como a plataforma de cassino e apostas NetBet, esse artigo pode ajudá-lo a entender muitos conceitos.

As primeiras mudanças ainda na década de 50

O desenvolvimento tático do futebol, por incrível que pareça, não começou com as ditas atualmente “grandes seleções”, pelo contrário, os times “azarões” provocaram importantes mudanças na abordagem tática do jogo. Prova disso é a seleção da Hungria de 1954, que tinha uma linha de ataque formada por 4 jogadores. A equipe também tinha um sistema defensivo bem estruturado. Os atletas de meio-campo atuavam tanto na defesa como no apoio ao ataque, fornecendo um equilíbrio entre os setores.

A formação adotada pela equipe húngara era o 4-2-4 e, apesar de não terem sido os campeões de 1954, esse esquema tático foi copiado e aprimorado por várias outras equipes. O Brasil de 1958, por exemplo, utilizava uma formação muito semelhante à que foi adotada pelos húngaros 4 anos antes. O resultado foi o primeiro título da seleção brasileira em copas do mundo.

Outra seleção que também ajudou a implementar novos preceitos de estratégia de jogo, foi a Holanda em 1974. Sob o comando do lendário treinador Rinus Michels, a equipe jogava com uma linha de 3 homens na frente, mas com bastante movimentação, o que ajudava muito a confundir os adversários na hora do encaixe da marcação.

Os anos 2000 e a introdução de novos conceitos táticos

Como vocês podem imaginar, o futebol conseguiu chegar, cada vez mais, a novos patamares táticos. Esse aspecto do jogo passou a ser prioridade conforme o esporte avançava no tempo. Nos anos 80 e 90, o 4-3-3 (usado pela Holanda de 1974), começou a ser utilizado por várias equipes do mundo. Essa formação trazia um importante equilíbrio entre defesa e ataque, com três jogadores no meio-campo responsáveis por controlar o jogo e abastecer o trio de atacantes.

Uma equipe que marcou época no futebol usando o 4-3-3 foi o Barcelona, de Pep Guardiola. O time comandado pelo espanhol adotou um estilo de jogo conhecido como “tiki-taka”, que enfatizava a posse de bola, a movimentação constante e o jogo coletivo. Com o tempo, esse modo de jogar virou marca registrada de Guardiola por todos os times que passou.

Atualmente, o futebol possui atributos muito mais táticos e físicos do que técnicos, propriamente ditos. Isto é, os clubes hoje possuem uma clara demanda por jogadores que consigam assimilar, com facilidade, os preceitos táticos de uma partida, bem como fazer boas leituras de jogo para tomar boas decisões. Dessa forma, o futebol nunca esteve tão competitivo, os jogos atualmente, exigem muito mais dos atletas, do que nos “anos dourados” do esporte. Apesar do senso comum, muitas vezes, sugerir o contrário.

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