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SICOOB

Com o prazo de desincompatibilização batendo à porta neste fim de semana, o enredo político que vinha sendo alimentado nos bastidores perdeu o suspense. Não teve reviravolta, não teve capítulo extra, não teve surpresa de última hora. O governador Marcos Rocha decidiu: fica. E ponto.

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A tese da renúncia para disputar o Senado, que ganhou força em rodas políticas e foi tratada por alguns como praticamente certa, se dissolve agora como previsão apressada. Houve quem cravasse a saída como inevitável, como se os fatos já estivessem consumados. Não estavam.

A política, especialmente em Rondônia, tem dessas. Muito barulho, muita especulação e, no fim, a decisão segue um caminho bem mais pragmático do que o imaginado por analistas de ocasião. Rocha optou por permanecer no cargo para o qual foi eleito, mantendo o compromisso com o mandato de quatro anos.

Para quem acompanha de perto, sem se deixar levar por versões interessadas, o desfecho não chega a ser surpresa. Leitores atentos já vinham percebendo os sinais. A movimentação nunca foi tão sólida quanto parecia nos discursos inflamados de bastidor.

Com isso, o tabuleiro se reorganiza. O vice-governador permanece onde está, sem assumir o comando do Estado, e a sucessão para o Senado segue em aberto, agora sem o peso de uma candidatura que muitos tratavam como certa.

No fim das contas, fica uma lição simples, mas que insiste em ser ignorada: na política, nem tudo que parece inevitável realmente é. E, muitas vezes, o silêncio de quem decide vale mais do que o barulho de quem especula.

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