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Justiça condena detento do PCC que recebia mesada após matar PMs

Polícia Federal mapeou rede de lavagem de dinheiro que dava mesada de R$ 4 mil a Flávio Silva Luiz para assassinar policiais
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A Justiça condenou um detento do Primeiro Comando da Capital (PCC), que recebia mesada da facção criminoso, após cumprir ordens para assassinar policiais militares no interior de São Paulo.

Também conhecido como “Maiko”, “Flavinho” e “Maicon”, Flávio Silva Luiz foi condenado no último domingo (6/3) a nove anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A sentença é do juiz Angel Tomas Castroviejo, da 1ª Vara Criminal de Sertãozinho.

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Flávio Luiz já tinha sido condenado a 34 anos de prisão pelo assassinato do policial Adriano Simões da Silva, em Araraquara, como parte de uma sequência de atentados da facção contra policiais no estado de São Paulo.

O bandido também já tinha sido condenado a 21 anos de prisão por ser o mandante da execução do policial militar Marco Aurélio de Santi.

A nova condenação de Flávio Silva Luiz foi consequência de uma investigação na Operação Caixa Forte, da Polícia Federal, que mapeou a lavanderia de dinheiro do PCC, em que foi identificado como a organização criminosa repassava dinheiro de origem criminosa para familiares de integrantes da facção.

Mesada de R$ 4 mil
De acordo com os investigadores, Flávio Luiz recebia uma mesada de R$ 4 mil, mas o dinheiro não era entregue diretamente a ele. O pagamento era depositado mensalmente em uma conta bancária criada em nome de sua filha, de 11 anos.

A polícia obteve documentos que mapeavam os pagamentos para Flávio e outros comparsas. Os investigadores apontaram à Justiça que uma mesada de R$ 4 mil era reservada somente aos integrantes do PCC que tinham cumprido “missões” importantes para a facção.

No caso de Flávio, a polícia aponta que ele foi responsável por ordenar a morte de vários policiais a mando da facção. Por isso, tinha direito a um pagamento mensal de R$ 4 mil.

Entre 9 de agosto de 2017 e 27 de abril de 2020, investigadores rastrearam que Flávio recebeu um total de R$ 104 mil na conta bancária de sua filha.

A conta da criança era controlada pela mãe dela, Isabel Cristina Almeida Reis, que por isso acabou condenada a quatro anos e seis meses de prisão, pelo crime de lavagem de dinheiro.

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