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Mulheres ocupam apenas 24% da indústria brasileira, aponta estudo

A fim de acelerar a mudança da desigualdade de gênero, empresas têm criado programas com base na formação profissional
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Entre 2010 e 2020, o avanço da participação das mulheres no setor industrial foi pequeno: de 23,4% para 24,2% do total de trabalhadores, aponta o estudo desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Instituições do ramo interessadas em acelerar o processo de equidade de gênero, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), têm criado programas com base de formação profissional.

O interesse feminino pelas profissões que integram a indústria 4.0 (sistema de tecnologias avançadas como inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem), porém, possui um crescimento expressivo. Entre 2017 e 2021, o Senai registrou aumento de 36% no número de matrículas de mulheres na área, de 651.797 para 888.778.

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Os cursos que tiveram maior avanço de adesão feminina focam nas áreas que mais empregam e carreiras que estão em ascensão. Entre eles, estão os de automação e mecatrônica, mineração, logística e tecnologia da informação.

Mapa de participação feminina na Indústria

Aposta em capacitação
Para fomentar o quadro de funcionárias, empresas seguem estratégias de governança ambiental, social e corporativa (ESG, em inglês), aderindo iniciativas para multiplicar o número de mulheres nos diversos cargos disponíveis, da base até a gestão.

A Ocyan, por exemplo, que opera no setor de óleo e gás, criou um programa de capacitação exclusivo para o grupo no ano passado, em parceria com o Senai do Rio de Janeiro. Os treinamentos realizados foram de aprendiz de soldadoras, auxiliar de logística/auxiliar de plataforma offshore e empreendedorismo.

O projeto, que engloba a seleção, treinamento e ascensão de colaboradoras, surgiu com a percepção de que as áreas operacionais e offshore são as que têm menor representatividade feminina.

A Bayer foi outra empresa que assumiu o compromisso pela igualdade na distribuição de cargos. No Brasil, pela primeira vez, uma mulher ocupa a posição de CEO, a Malu Nachreiner.

O grupo Grow (sigla em inglês para Representação e Oportunidades Crescentes para Mulheres) é responsável por desenvolver as iniciativas. A mais recente é a formação de 25 mulheres em Operadoras de Produção Industrial, pelo programa Elas da Bayer. As aulas, que começaram em fevereiro, acontecem em uma unidade SENAI de Nova Iguaçu.

Panorama nacional de participação de mulheres na indústria

  • Total de ocupados no setor: 9.685.401
  • Mulheres no setor: 2.340.844
  • Participação percentual: 24,2%

2010

  • Total de ocupados no setor: 10.795.457
  • Mulheres no setor: 2.522.528
  • Participação percentual: 23,4%
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