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Terça-feira, 18/01/2022

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O futuro de Coutinho pode mover as peças no tabuleiro de Tite

Ao convocá-lo mesmo quando suas aparições no Barcelona eram raras, Tite deu o tom do tamanho de sua aposta, de sua busca por alguém com este estilo.

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Na difícil estreia da seleção brasileira na Copa de 2018, Philippe Coutinho acertou um de seus característicos chutes de curva, após receber a bola pelo lado esquerdo do campo, conduzir a bola para o pé direito e chutar no ângulo oposto. No segundo jogo, uma atuação ruim do Brasil contra a Costa Rica, ele marcou o primeiro gol já nos acréscimos, antes de ser o autor de um passe sob medida para Paulinho abrir o caminho da vitória sobre a Sérvia, decisiva para levar a seleção adiante. Na eliminação diante da Bélgica, Renato Augusto manteve as esperanças brasileiras após cabecear para o gol uma bola cruzada com precisão por Coutinho.

A lesão de Renato Augusto o impedia de iniciar os jogos, criando uma lacuna nunca preenchida. Na Rússia, Coutinho deixou de ser o homem que partia do lado do campo para ser um meio-campista, numa função menos adequada a suas características. O coletivo sentiu, ainda assim ele terminou o Mundial com dois gols, duas assistências, 92% de acerto em seus 312 passes – sendo que dez deles geraram finalizações -, 22 arremates, 13 dribles certos. Tudo isso em cinco jogos.

Embora não bastem, os números ajudam a entender por que a comissão técnica da seleção brasileira seguirá com lupa o mais recente movimento de Coutinho, que trocou o Barcelona pelo Aston Villa. É como uma tentativa de retomar uma carreira descontínua por pelo menos duas temporadas. E, caso a volta à Premier League se mostre bem sucedida, o meia-atacante poderá mexer com muitas peças do tabuleiro de Tite a um ano da Copa do Mundo.

Hoje, Lucas Paquetá, nome estabelecido na seleção, tem iniciado os jogos partindo do lado esquerdo para o centro. Justamente a função a que Coutinho melhor se adaptou na carreira. Seu renascimento pode fazer dele o reserva que Paquetá não tem, ou até induzir Tite a criar alternativas para incluir um segundo meia, com mais característica de meia-atacante. A partir daí, o quebra-cabeças se torna mais complexo para a escolha dos homens de frente, sejam eles os pontas ou os que jogarão pelo centro do ataque.

Tite vem buscando convocar dois jogadores por posição e função. Ao incluir Coutinho na última lista, para jogos contra Colômbia e Argentina, mais do que tentar dar o pontapé inicial numa tentativa de recuperar um jogador cuja característica é única, o treinador mostrou que será obrigado a fazer escolhas difíceis, em especial após a ascensão dos pontas Raphinha, Antony e Vinícius Júnior. Na lista mais recente, as oito vagas no setor ofensivo foram distribuídas assim: pelo lado esquerdo do ataque, Coutinho como reserva de Paquetá; na direita, Raphinha disputando com Antony; nas duas vagas pelo centro, Neymar tinha Firmino como reserva e Matheus Cunha via Jesus como sombra. Foi apenas ao perder Firmino por lesão que Tite fez uma concessão e chamou Vinícius Júnior, passando a ter três pontas. Só aí são nove nomes, sem contar Richarlison ou possíveis aparições de última hora… Se Coutinho reencontrar a alegria e o futebol na Inglaterra, será algo como uma disputa entre pelo menos dez jogadores por oito lugares no Catar.

Tite fez tentativas para achar seu meia-atacante. Lucas Paquetá é, de origem, um meio-campista versátil, que se adaptou bem a atuar mais perto da área. O técnico tentou Éverton Ribeiro que, que mesmo antes da queda de nível no Flamengo, se mostrava mais competitivo no cenário doméstico do que sob uma exigência mais alta. Não tem sido simples achar um meia-atacante especialista como Coutinho, capaz de se mover com desenvoltura entre as linhas de marcação do rival, nos metros finais de campo, com último passe e finalização. Desde, é claro, que Coutinho esteja em forma e feliz.

Ao convocá-lo mesmo quando suas aparições no Barcelona eram raras, Tite deu o tom do tamanho de sua aposta, de sua busca por alguém com este estilo. Antes da Copa, Coutinho fora brilhante nas eliminatórias para a Rússia, quando a seleção viveu seu grande momento. Certamente, o desempenho ficou na memória, num contraste com uma inadaptação ao Barcelona, uma transferência para um Bayern onde era difícil se estabelecer e, em seguida, uma lesão que resultou em três cirurgias.

Coutinho é daqueles jogadores que precisam encontrar um ambiente em que se sinta acolhido. Há motivos para acreditar que o Aston Villa possa ser este lugar. Primeiro, porque Gerrard, hoje treinador da equipe, foi seu companheiro durante a ótima passagem do brasileiro pelo Liverpool. Depois, porque o clube parece recebê-lo como um jogador especial e com todas as condições de entender o setor do campo em que ele pode render melhor. Aliás, até a última temporada Jack Grealish, hoje no Manchester City, brilhava justamente partindo do lado esquerdo para o centro.

Não será um futebol que está na memória que levará Coutinho ao Catar. Agora, ele terá que fazer sua parte e mover as peças no tabuleiro da seleção. A volta à Premier League é sua cartada final.

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Por FOLHAPRESS

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