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Essa não é uma frase de efeito. É uma constatação dura, real e cada vez mais evidente diante dos números alarmantes de feminicídio que crescem ano após ano. Mulheres estão sendo mortas dentro de casa, por quem um dia disseram amar, por quem deveriam protegê-las.

E o mais assustador, isso está se tornando “normal” aos olhos de muitos.

Toda semana, novas manchetes. Mais uma mulher assassinada. Mais um caso de violência ignorada antes da tragédia. Mais um histórico de ameaças, agressões, denúncias… que não foram suficientes para evitar o pior.

Até quando?

O feminicídio não começa com a morte. Ele começa muito antes no ciúme doentio, no controle, na humilhação, na agressão verbal, no empurrão “isolado” que depois vira rotina. Começa quando a sociedade relativiza comportamentos abusivos e trata sinais claros como “problema de casal”.

Não é.

É violência.

E precisa ser tratada como tal desde o primeiro sinal.

A verdade é que ainda vivemos em uma cultura que, em muitos casos, protege o agressor e silencia a vítima. Quantas mulheres não denunciam por medo? Quantas continuam em relacionamentos abusivos por dependência emocional, financeira ou até por falta de apoio?

E quando denunciam… será que estão realmente protegidas?

Faltam políticas públicas eficazes, faltam medidas rápidas, faltam estruturas que garantam segurança real. Não basta uma medida protetiva no papel se, na prática, o agressor continua tendo acesso à vítima.

É preciso agir antes da tragédia, não depois dela.

Mas essa responsabilidade não é só do Estado.

É de todos nós.

Amigos, vizinhos, familiares todos precisam parar de fingir que não veem. Não existe “briga de marido e mulher” quando há violência. Existe crime. Existe risco de morte.

E o silêncio também mata.

Homens também precisam assumir seu papel nessa mudança. Não é apenas sobre punir agressores, é sobre reeducar comportamentos, romper ciclos e entender que amor não controla, não agride, não ameaça.

Homem de verdade protege. Não destrói.

Estamos vivendo um momento que exige posicionamento. Não dá mais para tratar o feminicídio como algo distante ou pontual. Ele está acontecendo perto, dentro das cidades, dentro dos bairros, dentro das casas.

É uma urgência social.

Proteger as mulheres precisa ser prioridade absoluta com leis mais duras, fiscalização real, apoio psicológico, acolhimento e, principalmente, ação imediata diante de qualquer sinal de violência.

Cada vida perdida é um alerta.

E já são alertas demais.

Está mais do que na hora de acordarmos.

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Grupo Marquise - EcoRondônia
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