Uma situação considerada grave, humilhante e incompatível com a dignidade humana veio à tona em Porto Velho e está gerando ampla repercussão nas redes sociais. Um aluno da academia Smart Fit gravou e divulgou um vídeo mostrando um professor de educação física, personal trainer da unidade, realizando sua refeição dentro do banheiro da academia, ambiente classificado como totalmente insalubre.
O episódio chocou alunos, profissionais da área e internautas, levantando um debate urgente sobre condições de trabalho, respeito aos profissionais e direitos básicos garantidos por lei.
Aluno denuncia e acaba expulso da academia
Após a divulgação do vídeo e manifestações públicas em defesa do profissional, o aluno empresário em Porto Velho afirmou ter sido surpreendido com uma notificação extrajudicial, informando sua expulsão da academia.
Em publicação nas redes sociais, ele declarou que a punição teria ocorrido exclusivamente por expressar sua opinião e defender o professor:
“Não é só sobre uma expulsão — é sobre dignidade humana e liberdade de expressão.”
A decisão da academia ampliou ainda mais a revolta e levantou questionamentos sobre retaliação a clientes que denunciam situações consideradas abusivas.
Entenda o caso
O personal trainer Guilherme Feitosa divulgou um vídeo explicando os motivos que o levaram a encerrar seus atendimentos na unidade da Smart Fit em Porto Velho. Segundo ele, não havia condições mínimas de trabalho.
De acordo com o relato, o profissional era impedido de realizar suas refeições no mesmo ambiente que os alunos, não existindo um espaço adequado destinado aos colaboradores. Sem alternativa, ele afirmou que passou a almoçar dentro do banheiro da academia, situação que considera degradante e desumana.
O caso rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, provocando indignação generalizada e levantando questionamentos sobre as condições oferecidas aos profissionais que atuam na unidade.
Debate sobre dignidade e condições de trabalho
Especialistas destacam que a legislação trabalhista brasileira garante intervalo para alimentação em local adequado, além de condições mínimas de higiene e respeito à saúde do trabalhador. Comer em banheiros fere princípios básicos de segurança sanitária, saúde pública e dignidade humana.
O episódio reacende o debate sobre como grandes redes tratam seus profissionais, especialmente em cidades fora dos grandes centros, e reforça a importância da fiscalização dos órgãos competentes.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Smart Fit sobre o caso específico da unidade de Porto Velho.
O JH Notícias seguirá acompanhando o desdobramento do caso e permanece aberto para manifestação da empresa e das autoridades competentes.






















