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GANÂNCIA? Intransigência do SINTERO deixa professores sem abono em Porto Velho

o SINTERO entidade que representa a categoria em Rondônia vem sendo apontado como o vilão na sentida falta de pagamento do abono natalino em Porto Velho.

Acostumado a ser protagonista das causas salariais dos professores, o SINTERO entidade que representa a categoria em Rondônia vem sendo apontado como o vilão na sentida falta de pagamento do abono natalino em Porto Velho.

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Demonstrando uma intransigência questionável, o sindicato vem forçando, na Justiça, que a Prefeitura de Porto Velho arque com o pagamento integral da diferença relacionada ao piso dos professores, referente ao período de dezembro de 2024 a julho de 2025.

Esse pagamento deve ser efetuado com recursos do FUNDEB, a mesma fonte que poderia ser utilizada para o pagamento do abono. A diferença é que o abono natalino não sofre descontos de impostos, contribuições previdenciárias ou sindicais, enquanto o pagamento do retroativo implica retenções obrigatórias, além do chamado “quinhão” destinado ao SINTERO.

Informações apuradas pela reportagem indicam que o sindicato teria a opção de abrir mão dessa cobrança judicial, ao menos neste final de ano, permitindo que o rateio do FUNDEB fosse direcionado ao abono dos professores, estimado entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, sem qualquer desconto.

É nesse contexto que a decisão do SINTERO se torna alvo de questionamentos. Ao não abrir mão da cobrança judicial dos retroativos, o sindicato preserva sua parcela sindical, mas, na prática, reduz o valor que chegaria diretamente ao bolso dos professores neste final de ano.

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A projeção é de que o valor líquido do retroativo, já com todos os encargos descontados — incluindo a contribuição sindical — fique abaixo de R$ 1 mil. Para evitar que os demais servidores da educação também encerrassem o ano sem qualquer benefício, o prefeito Léo Moraes (Podemos) conseguiu aprovar, na Câmara de Vereadores, um abono de R$ 500.

Em 2025, a Prefeitura de Porto Velho arrecadou cerca de R$ 190 milhões a menos do que havia sido projetado pela gestão anterior. Esse cenário fiscal limitou a capacidade financeira da administração municipal para arcar simultaneamente com o pagamento do abono e do retroativo.

Diante disso, a postura do SINTERO levanta uma dúvida entre a população e a própria categoria: o sindicato atua prioritariamente para garantir mais dinheiro na conta dos servidores ou para fortalecer ainda mais uma estrutura sindical já considerada “parruda”?

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Grupo Marquise - EcoRondônia

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