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PF combate organização criminosa por imigração ilegal para os EUA

O grupo é acusado de atravessar ilegalmente, pela fronteira mexicana, 250 brasileiros, incluindo 100 menores de idade.
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A Polícia Federal (PF) realiza operação nesta segunda-feira (5) para cumprir sete mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária contra suspeitos envolvidos em uma organização criminosa que promove a imigração ilegal para os Estados Unidos.

O grupo é acusado de atravessar ilegalmente, pela fronteira mexicana, 250 brasileiros, incluindo 100 menores de idade. Além dos perigos da travessia, onde os imigrantes ficam expostos a riscos no deserto e a ações de criminosos, também foram relatadas ameaças aos familiares que não pagavam as quantias acordadas.

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A alta proporção de crianças envolvidas está relacionada a um esquema que facilita a permanência dos imigrantes nos Estados Unidos, já que os acusados respondem aos processos em liberdade devido à falta de acomodações para as crianças ilegais. Esse método, conhecido como “cai-cai”, permite que os adultos, acompanhados de crianças, se entreguem às autoridades, sabendo que poderão permanecer nos Estados Unidos durante o período do processo.

Após chegarem ao território americano, os imigrantes ilegais que conseguem escapar das autoridades de imigração precisam viver escondidos, sob a constante vigilância de governos como o da Flórida, cujo governador, Ron De Santis, recentemente endureceu as leis locais, punindo até mesmo aqueles que transportam imigrantes sem documentos.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais, que também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 26 milhões. A operação Terminus-México está sendo realizada nas cidades de Engenheiro Caldas, Piedade de Caratinga e Belo Horizonte, em Minas Gerais, além de Guarulhos, em São Paulo.

Os suspeitos envolvidos poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, inclusive de crianças e adolescentes, e associação criminosa. Em caso de condenação, podem cumprir penas de até 14 anos de prisão.

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