As mudanças na briga pelo poder em Rondônia estão apenas começando. O que até pouco tempo parecia uma corrida com poucos protagonistas começa a ganhar novos capítulos, personagens e articulações de bastidores que prometem redesenhar completamente o tabuleiro político rumo às eleições de 2026.
Até aqui, duas candidaturas aparecem como as mais visíveis e consolidadas: Marcos Rogério e Adailton Fúria, ambos já em plena movimentação política. No entanto, esse cenário tende a se tornar bem mais congestionado nos próximos meses.
Novo nome entra no radar
Nos bastidores, cresce a especulação sobre uma possível candidatura do ex-deputado federal Expedito Netto, que estaria em conversas avançadas com o Partido dos Trabalhadores para ser o nome do partido do presidente Lula na sucessão do atual governador Marcos Rocha.
Embora ainda não haja confirmação oficial, a simples possibilidade já provocou tensão interna em partidos e alianças locais, especialmente no PSD.
MDB tenta costurar frente ampla
Outro movimento relevante vem do Movimento Democrático Brasileiro, que trabalha para unir setores da esquerda, do centro e até da direita moderada em torno do nome de Acir Gurgacz. A estratégia é atrair o eleitorado que tradicionalmente “fica em cima do muro” e que costuma decidir eleições acirradas no estado.
Prefeitos, militares e novos partidos
Também corre solta a articulação do prefeito de Vilhena, Delegado Flori, que busca viabilizar sua candidatura pelo Podemos. Paralelamente, há conversas sobre uma candidatura pelo Novo, seja com o atual comandante da Polícia Militar, coronel Braguin, ou com a confirmação do nome de Ricardo Frota.
Silêncios e autolançamentos
Outro nome frequentemente citado é o de Maurício Carvalho. Questionado por este blog, ele preferiu não se pronunciar até o momento. Já pela esquerda, o advogado e jornalista Samuel Costa, que deixou o PC do B e hoje está no PSOL, anunciou publicamente sua pré-candidatura.
Pesquisa indica disputa apertada
Apesar da pulverização de nomes, uma pesquisa interna — ainda não registrada na Justiça Eleitoral e, portanto, sem números divulgados — aponta que Marcos Rogério e Adailton Fúria seguem com ampla vantagem sobre os demais concorrentes, aparecendo praticamente empatados na liderança.
Crise no PSD e efeitos colaterais
Nos bastidores, Fúria chegou a ser cogitado para assumir o comando do PSD em Rondônia, enquanto o atual presidente estadual, Expedito Júnior, se dedicaria exclusivamente à disputa por uma vaga na Câmara Federal. A movimentação, contudo, acabou sendo interrompida após a saída de Expedito Netto do partido, o que evitou uma crise ainda maior na legenda.
Por enquanto, não está claro se Expedito Netto realmente pretende disputar o Governo ou se a movimentação foi apenas uma estratégia de pressão política. O fato é que, mesmo sem confirmação, o episódio quase provocou um racha no PSD rondoniense.
Próximos capítulos
As candidaturas só devem ser oficializadas no final do semestre, quando as convenções partidárias forem realizadas. Até lá, alianças podem mudar, nomes podem surgir — ou desaparecer — e o clima promete esquentar nos bastidores da política estadual.
A disputa pelo Palácio Rio Madeira está apenas começando. A pergunta que fica é: quais serão as próximas surpresas dessa novela política que antecede uma das eleições mais disputadas da história recente de Rondônia?





















