Na corrida pelo Governo de Rondônia, combater a corrupção aparece, mais uma vez, como promessa recorrente. Mas há uma pergunta que ainda parece faltar em muitos discursos: quem serão as pessoas escolhidas para ocupar os espaços de decisão dentro do governo?
Porque governar não é apenas anunciar que vai combater a corrupção. É também escolher, nomear e cobrar secretários, assessores especiais e demais integrantes da estrutura administrativa. As escolhas feitas pelo governador dizem muito sobre o tipo de gestão que pretende entregar à população.
E há outro assunto que chama atenção pelo silêncio: o planejamento do Estado diante dos novos desafios climáticos.
Até agora, não vi entre os discursos dos pré-candidatos ao Governo de Rondônia uma discussão mais consistente sobre como preparar o Estado para os fenômenos climáticos que já impactam a Amazônia e exigem planejamento, prevenção e políticas públicas de longo prazo.
É justamente aí que a política deveria sair do discurso pronto e começar a discutir o futuro.
O eleitor rondoniense terá uma responsabilidade importante na escolha de seus representantes para a Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado e Governo do Estado. Não se trata apenas de escolher nomes. Trata-se de entregar a essas pessoas uma missão pública: construir, ao longo de quatro anos e, no caso dos senadores, de oito, políticas públicas com responsabilidade, planejamento e respeito a uma população que há muito demonstra estar desacreditada da classe política.
Rondônia precisa de menos promessa automática e mais capacidade de antecipar problemas.
Corrupção se combate também com boas escolhas.
Crise climática se enfrenta com planejamento.
E política pública se faz com responsabilidade.
Jair Montes
O único cientista político de Rondônia.





















