Ele não aparece entre os candidatos ao Governo, mas continua sendo tratado como protagonista.
Ivo Cassol tornou-se uma das peças mais disputadas da eleição de 2026 em Rondônia e, a poucos dias do início oficial da campanha, uma pergunta permanece sem resposta definitiva: para onde irá o ex-governador?
A análise do JH Notícias é que o valor político de Cassol nesta eleição não está apenas em uma declaração pública de apoio.
Está na estrutura.
Cassol governou Rondônia por dois mandatos, foi senador, construiu relações políticas em praticamente todas as regiões do Estado e mantém influência especialmente no interior.
Por isso, uma eventual entrada definitiva do ex-governador em uma das campanhas poderia representar muito mais que uma fotografia.
Significaria lideranças municipais, antigos aliados, cabos eleitorais e uma marca política conhecida pelo eleitor rondoniense.
E os três principais candidatos têm razões diferentes para desejá-lo por perto.
Para Adailton Fúria, Cassol poderia ajudar a fortalecer ainda mais uma candidatura que nasceu com grande presença no interior.
Para Hildon Chaves, seria uma ponte importante justamente para o território onde está seu maior desafio: ampliar sua presença fora de Porto Velho.
Já para Marcos Rogério, conquistar Cassol significaria não apenas adicionar um aliado de peso, mas impedir que um adversário utilize essa estrutura contra sua liderança.
Há ainda outro elemento.
Em uma eleição potencialmente apertada, alianças que parecem secundárias na largada podem fazer diferença quando começarem as articulações para um eventual segundo turno.
Cassol sabe disso.
Talvez seja justamente por isso que sua decisão seja tão aguardada.
Enquanto os candidatos correm atrás de votos, um ex-governador que sequer estará na disputa pelo Palácio Rio Madeira conseguiu se transformar em um dos personagens mais cobiçados da eleição.
E quem conquistar definitivamente Ivo Cassol poderá levar junto uma peça importante do interior de Rondônia.





















