Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019

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CIRANDA – Em coletiva, PF e CGU garantem que gestão Hildon sabia do esquema e ainda prorrogou contrato

Um interventor foi nomeado pelo MPF para gerir os serviços, impedindo que os estudantes ribeirinhos sejam mais prejudicados com essa questão.

Postado em 29/05/2018 às 13h30min


CIRANDA – Em coletiva, PF e CGU garantem que gestão Hildon sabia do esquema e ainda prorrogou contrato

O Superintendente da Polícia Federal em Rondônia, Caio Rodrigo, e o Coordenador Geral de Operações Especiais da Controladoria Geral da UniãoCGU, Israel Carvalho, concederam entrevista à imprensa para esclarecer as duvidas referentes à operação “Ciranda“, deflagrada na manhã desta terça-feira (29) e que cumpriu 10 mandados de prisão, além de busca e apreensão em diversas residências de empresários e servidores públicos nos estados de Rondônia, Amazonas e Pernambuco.

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Essa operação foi resultado de uma juntada de provas e análises que apontaram para um esquema montado dentro da Secretaria Municipal de Educação – SEMED, de Porto Velho. De acordo com os responsáveis pela operação, direcionamentos de contratos para superfaturamento no serviço de transporte escolar fluvial, subtraíram mais de de R$ 20 milhões dos cofres públicos.

De acordo com Israel Carvalho, uma equipe da Controladoria passou a fiscalizar o contrato e chegou-se a constatação que o lucro anual que o esquema embolsava com o superfaturamento dos serviços, que supostamente seria encaminhado à comunidades ribeirinhas da capital, chegava até R$ 3 milhões. Somando os anos em que esse contrato vinha sendo prorrogado, chega-se a estimativa apresentada de R$ 20 milhões.

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A investigação da CGU apontou que o contrato que se responsabiliza em atender mais de 70 rotas escolares fluviais, aumentava o preço em tudo que podia, desde os insumos até o numero de funcionários, e mesmo apontado indícios concretos de desvio de recurso público, ele era sumariamente prorrogado, em algumas vezes com acréscimo no valor repassado. Tudo isso se passou durante as gestões dos prefeitos Mauro Nazif (PSB) e do atual prefeito Hildon Chaves (PSDB).

Segundo Caio Rodrigo, a Polícia Federal se municiou das investigações da CGU e passou a proceder uma série de ações policiais na busca de mais informações que levassem a comprovação do esquema. Ele afirmou que o secretário de educação, Marcos Aurélio Marques, foi informado sobre as denuncias e mesmo assim celebrou a prorrogação do contrato. Ele foi um dos presos temporários da operação.

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O Superintendente da PF ainda garantiu que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, não está entre os investigados até o momento. Um interventor foi nomeado pelo MPF para gerir os serviços, impedindo que os estudantes ribeirinhos sejam mais prejudicados com essa questão.

Dos dez mandados de prisão, apenas um não foi cumprido, já que o acusado estava internado se recuperando de um procedimento cirúrgico. Dentro de uma das residências foi encontrado um valor em espécie de R$ 19 mil que terá sua procedência investigada. Todos os envolvidos estão sendo ouvidos pela Justiça que tomará as providências pertinentes.

Fonte: JH Notícias