Durante entrevista recente, o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, voltou a falar sobre o período mais turbulento de sua trajetória política, marcado por uma série de operações, denúncias e acusações que, segundo ele, jamais corresponderam à realidade dos fatos.
Absolvido, Sobrinho afirmou que apesar das decisões favoráveis da Justiça, os danos causados à sua imagem pública foram profundos e difíceis de reparar. O ex-prefeito lembrou que chegou a ser preso por um dia quando ainda exercia o mandato à frente da Prefeitura de Porto Velho, experiência que classificou como inesquecível.
“Fiquei preso apenas um dia, mas é o bastante para não esquecer jamais”, declarou.
Ao comentar algumas das acusações que enfrentou ao longo de mais de uma década, Roberto Sobrinho citou casos que considera absurdos. Segundo ele, chegaram a atribuir à sua gestão gastos inexistentes e até patrimônio no exterior.
“Tem uma ação que era sobre as horas máquinas. Acusaram a Prefeitura de ter gasto cem milhões de reais. Isso nunca existiu. Falaram até que eu era dono de um castelo na França”, afirmou.
As declarações fazem referência a investigações que tiveram ampla repercussão política e midiática em Rondônia. No entanto, conforme ressaltado pelo ex-prefeito, a Justiça concluiu que ele não participou de qualquer esquema criminoso e tampouco agiu de forma omissa em relação aos fatos investigados.
Para Sobrinho, mesmo com as absolvições, a narrativa construída ao longo dos anos deixou marcas permanentes. Ele sustenta que sua imagem pública foi duramente atingida por acusações que acabaram não sendo confirmadas pelos tribunais.
A fala do ex-prefeito reacende um debate recorrente na Justiça brasileira: o impacto das acusações divulgadas durante investigações e o peso das absolvições que, muitas vezes, recebem repercussão significativamente menor do que as denúncias que as antecederam.





















